Vídeo: A Moda do Minimalismo.

Vídeo

Você já notou como o minimalismo “está na moda”? Eu também…

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Vida Nova… Blog Novo?

Queridos leitores:

Hoje eu gostaria de fazer uma pergunta para vocês. Mas antes, vou lhes falar um pouco dessa minha nova vida… Pouco. EU JURO!

Eu jamais imaginei o quanto a gente pode mudar após se tornar mãe. Eu sabia que iria mudar, mas eu não sabia que seria tanto. Para ser completamente honesta, não sei se EU mudei tanto assim ou foi apenas a MINHA VIDA que mudou. Eu sei que lá no fundo eu ainda gosto das mesmas coisas, o que acontece agora é que o que eu gosto, me interesso ou mesmo preciso, ficou em último plano. Meu bebê está em primeiro, segundo, terceiro plano e assim por diante até o infinito! Não é que eu tenha deixado de gostar de “beleza e autoestima”, é apenas que elas já não fazem parte da minha rotina. Triste, porem verdadeiro!.

“Meu Deus! Tu não usa mais cremes? Não te maquia mais? Não VIVE?”. Sim. Eu ainda faço essas coisas. Porém, eu não consigo mais compartilhar sobre elas. Embora essas atividades tenham sido reduzidas a 2% da minha vida atual – além de não ter tempo, um bebê me fez repensar muito do modo de vida que levo/levava -, eu ainda tiro fotos na esperança de publicar um novo esmalte, “ensinar” um novo look (quando mãe você se obriga a aprender looks rápidos e “sem erro”!!!), mas eu simplesmente não tenho tempo de postar nenhum deles. Sabe aquela história que bebê dorme o dia inteiro? Brinca sozinho? Assiste vídeos? Pois bem. Esqueceram de contar para a Stella que ela deveria fazer essas coisas. No entanto, a moça dorme muito pouco (para o meu gosto), não gosta de ficar sozinha (NUNCA), não gosta de brincar sozinha e até os vídeos ela quer assistir acompanhada. Então, meu tempo não é mais meu para que eu faça com ele o que eu quiser. Eu faço o que ela permite!!!
“Mas você não é mãe, é escrava! Essa criança vai ser um nojo de mimada!”. Pois bem. Você já ouviu falar sobre High Need Baby? Bebê de Alta Demanda? Bebê de Alta Necessidade? Pois eu tenho um! E só quem tem, sabe.

Então, devido a essa mudança louca na qual minha vida virou de pernas para o ar, e ao fato de eu ainda querer compartilhar meus pensamentos, sentimentos e (novos) interesses com quem possa estar passando pela mesma coisa, pergunto: DEVO CONTINUAR COMPARTILHANDO MEUS INTERESSES, EMBORA ELES AGORA SEJAM OUTROS E MUITO MAIS ESCASSOS NESSE BLOG, OU MANTER ESSE BLOG  APENAS PARA OS EVENTUAIS TEMAS DE BELEZA QUE POSSAM APARECER NA MINHA VIDA?

Agradeço desde já pela ajuda e por me acompanhar até aqui!

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Maternidade: blogs favoritos

Desde que fiquei grávida, nada mais tinha espaço na minha cabeça além de gestação e maternidade. Na verdade, maternidade entrou mesmo depois que a Stella nasceu, porque antes eu não conseguia imaginar a vida com um bebê nos braços.

Diferente de algumas pessoas para quem a maternidade é apenas uma parte da vida, para mim, ela se tornou a minha vida – como vocês puderam notar com a falta de conteúdo nesse blog relacionado à beleza… Ainda estou tentando pensar o que faço/farei a respeito. Com isso, pesquisei muito, conheci muitas fontes de conteúdo a esse respeito, enlouqueci de tanta informação e hoje tenho alguns blogs e canais favoritos. Eu ainda assisto (mais do que leio) conteúdo sobre beleza, vida e bem estar, mas minha realidade me priva de colocar isso em prática. Então, compartilho com vocês os melhores, na minha opinião, blogs/canais nesse assunto, que incluem uma grande variedade de assuntos, desde o enxoval até como ensinar seu bebê a dormir sozinho. É só clicar!

  1. Sou Mãe, de Gisele Cirolini, e seu canal.
  2. Macetes de Mãe, de Shirley Hilgert, e seu canal (recomendo a todas as recém mamães que assistam esse vídeo…).
  3. Vida Materna, de Michelle Amorim.
  4. Sobre Maternidade, de Ana Silva, e seu canal.
  5. Mães Comadres, de Lígia Coimbra, e seu canal.

Também, sugiro dois blogs americanos:

  1. Lucie’s List, da Meg.
  2. Cando Kiddo, da Rachel. Esse é mais específico, focado em atividades para o desenvolvimento da criança.

Aproveitem e lembrem: cada criança é única e o que serve para uma família pode não servir para a sua!

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De cara (e esperança) nova…

Para reacender a chama da minha esperança de voltar “à ativa”, tirei um momento para repaginar a cara do blog.
Um dia antes da Stella nascer, consegui cortar o cabelo e deixar a mim mesma de cara nova. Confesso que não gostei muito e ainda não me acertei com o cabelo mais curto, mas… Foi bom!

Há tempos venho “namorando” o blog, mas Stellinha não gosta de compartilhar, então meu tempo é (todo) dela. Mas ontem eu deixei ela com o marido e tirei umas duas horas pingadas do meu dia para pensar numa cara nova para o blog, algo que combine com essa nova pessoa na qual estou me tornando. Como disse meu marido: “Agora ficou mais maduro…”, referindo-se ao layout. E é mais ou menos por aí… A gente muda esteticamente a nós mesmos com intuito de parecer algo ou de revelar algo. Assim, mudei a estética da página com intuito de revelar minha vontade de voltar a tratar ele com carinho e atenção, como eu pensei que aconteceria quando eu ganhasse meu bebê que dormiria 20 horas por dia e seria independente, me deixando tempo livre para viver a vida como antes. SANTA INGENUIDADE!

Eu pretendo contar um pouco sobre como tem sido a vida, um pouco dos sentimentos e das surpresas que um bebê pode trazer, mas como eu não sei resumir nada esse seria um post longo e demorado de escrever e zZzZzZ. 🙂

Mas eu tenho esperança de ainda conseguir produzir algum conteúdo! Haha.

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O Terceiro Trimestre

Terceiro Trimestre

O terceiro trimestre engloba desde a semana 28 até o nascimento do bebê. É o período de maior mudança e ansiedade, na minha opinião. É nesse momento que temos que ter tudo “resolvido”: o chá do bebê, preferências de parto, hospital, pediatra, quarto, roupinhas, acessórios necessários, lembrancinhas, enfeite de porta para a maternidade… Ou seja: TUDO! É o momento de deixar tudo pronto para a chegada do bebê! Se você marcou uma cesárea, você tem a “vantagem” de saber o dia certo que seu bebê estará em seus braços – deixando de lado os imprevistos partos prematuros! Mas se você, como eu, escolheu deixar a natureza seguir seu curso e seu bebê decidir quando quer vir ao mundo (sim, pois não se engane: você não tem controle sobre esse “querer”!), suas últimas semanas de gravidez podem se tornar um momento de muita angústia.

Resolvi escrever sobre esse período nessa minha “última semana”, semana 39, pois acredito que depois ficará ainda mais complicado! Haha. Além do mais, nesse momento está tudo pronto e tudo o que tenho a fazer é me distrair, pois já entendi que ela virá quando decidir, o que, ao que parece, não será tão cedo… Stella não está “encaixada”, ou seja, não está pronta para nascer. Quando o bebê encaixa na pélvis, sua cabeça fica “presa”, o que dificulta tanto seus movimentos quanto os da mãe. É comum que isso ocorra a partir da semana 36 quando se espera o primeiro filho, mas é sabido que o bebê pode encaixar só no momento das contrações. No entanto, médicos usam do argumento “bebê não encaixado” para levar você a fazer uma cesárea. Respire e SEJA FORTE! Tenho a impressão que a mão dos obstetras clama por um bisturi. Que dificuldade de deixar a vida acontecer! Eles fazem partos a vida toda. Nós, provavelmente teremos um ou dois partos na vida. Acho muito injusto que eles queiram lhe dizer como seu bebê deve nascer, afinal, é algo único e muito importante para você. Para eles, é mais um. Mas não vou entrar a fundo nessa conversa porque ela me deixa triste, na verdade. Vamos adiante!

Nesses três meses eu foquei mesmo no que precisava. Montamos os móveis, pintamos o quarto, decoramos o quarto, compramos e ganhamos o que precisávamos, fiz algumas coisas eu mesma, como a caixinha onde ficarão o algodão, cotonete e tal, lavei as roupinhas de tamanho RN e P, conheci a maternidade, me informei quanto ao parto e aos cuidados com o recém-nascido (não fiz curso prático), tirei fotos da gestação com 29, 32 e 36 semanas (não deixem pra depois disso! 36 semanas já estamos grandes demais, então aconselho tirar fotos por volta da semana 34…). As fotos tiradas com 29 semanas foram “presente” da fotógrafa, com 32 tirei algumas eu mesma e com 36 fiz um pacote de fotos. Todas “vestida” e a maioria com meu marido, porque não gosto das fotos da barriga em si e acho que o momento é dos dois… Além de ter deixado tudo pronto em casa, desde que vim para Porto Alegre as malas para a maternidade já estão prontas, o quarto em que moraremos no primeiro mês do bebê está quase arrumado – digo quase porque sempre tem uma baguncinha! E só falta instalar o bebê conforto no carro.

roupinhas

Nesses últimos três meses a minha barriga virou algo gigante. Em um momento eu cheguei a olhar minhas fotos antigas porque eu precisava lembrar de como era a vida sem essa barriga, lembrar de que não foi sempre assim… No entanto, agora sei que vai ser estranho sair de casa um dia carregando essa barriga e voltar carregando um pacotinho nos braços! É estranho dizer isso, mas recém acostumei com essa coisa imensa que carrega uma coisinha que se mexe o tempo todo! Acho que sentirei saudades! Haha. O chato foi que com a barriga vieram as estrias. O terceiro trimestre foi coroado com muitas estrias. Independente do óleo de amêndoas extra virgem e do creme Luciara, as estrias apareceram “a galope”! Um dia tinha uma, depois outra… Hoje, toda a parte inferior da minha barriga está tomada de rastros vermelhos largos e doloridos. Dá para desenvolver uma língua como braile a partir dali, tenho certeza! No entanto, já não me incomoda mais. Acredito que me incomodaria mesmo se houvessem estrias na região superior, aí sim, a coisa ia ficar muito triste pra mim. Já meu marido diz assim: “Olha pelo lado positivo… Na próxima gravidez nem vai ter como piorar!”. :/

Nesse trimestre também senti as dores da lombar. Pude notar no espelho minhas costas mudarem e ao caminhar, principalmente nesse último mês, sinto como se houvessem dois cabos me puxando em sentidos opostos: um cabo puxa a barriga para frente e outro puxa o “bum-bum” pra trás. Sem contar as pernas! Tenho a sensação de que existe um “alargador” entre minhas pernas, na bacia ou na pélvis, que impede que eu ande com as pernas fechadas e em linha reta. Eu dou passos para os lados, o que faz o andar ficar ainda mais devagar do que o de costume. E sentar e levantar? Nossa! É uma peso… E virar na cama? Bah! Para me virar durante a noite eu preciso sentar na cama, rearranjar os travesseiros, virar e deitar. E nisso as pernas estralam os ossos… Algo que notei que passou a ocorrer nesse último trimestre.
Acordo cerca de duas vezes para ir ao banheiro na madrugada e aproveito para virar para o outro lado na volta. Não lembro mais como é dormir de bruços ou de barriga para cima. MESMO.

Quanto a comida, não notei grande diminuição na quantidade ingerida desde o último trimestre. Inclusive, passei a tomar mais líquidos com a refeição, então… Sei lá! O que notei foi a imensa vontade de sorvete a medida que o calor chegou pra ficar. E com ele, vieram os inchaços. Existem dias que não é possível saber onde minhas pernas terminam e começam os meus pés. Classifico os dias em “dias com e sem tornozelos”. É uma realidade, mas não posso reclamar porque isso passou a ocorrer só depois do Natal, quando parei de fazer as drenagens linfáticas. Recomendo muito que se faça!

Esse período foi bastante complicado emocionalmente. Uma verdadeira montanha russa! Nesses últimos dias tenho chorado bastante pois minha gata está muito doente e internada numa clínica veterinária. Como ela corre risco de morte, estou bem chateada porque não quero perder uma filha pra ganhar outra, não é? Mas, como o nascimento, a morte também não está nas nossas mãos. Só queria que tudo desse certo para eu ter minha gatinha e minha estrelinha comigo! Eu não entendo porque minha gatinha ficou doente sendo tão nova e bem cuidada, mas me dizem que muitas vezes nossos pets adoecem porque manifestam algo negativo que deveria vir para o dono… :(. Não é um alívio, mas é bonitinha a idéia de que nossos bichinhos nos “salvam” de adoecer, não é mesmo?

Stella tem aproximadamente 49cm e 3,600kg no momento. Na última ecografia ela soluçou, sorriu e fez biquinho. A médica que fazia a ecografia me disse que ela está muito confortável lá dentro, pois a placenta está saudável e tem bastante líquido. Inclusive, o fato dela soluçar é muito bom, pois isso indica que não há problemas como a ingestão de mecônio. Enquanto ela soluçar, eu não preciso me preocupar com o tempo que ela vai ficar aqui dentro. Disse também que embora não encaixada, a cabeça tem um tamanho que não é problema para encaixar, só que se ela for nascer com 41 semanas, por exemplo, ela vai ter quase 4kg e isso, bem, isso pode ser um problema para mim, não é?! Haha.

Agora que praticamente só falta esperar, eu fico fazendo exercícios na bola de pilates, vejo tv, passeio no shopping – bom lugar para andar já que tem ar condicionado! e fico driblando o médico e sua vontade de fazer cesárea. Essa é a parte mais estressante e é muito chato você ter que se preocupar com isso nesse momento. Embora ele tenha parecido muito “de boa” com relação ao meu parto natural, eu temia que em algum momento ele iria fazer a clássica pressão para cesárea, ainda mais que a Stella tem chances de nascer só no Carnaval, quando ele sai de férias. Então, minha dica é que você encontre um médico (preferencialmente médica porque acredito que seja mais fácil para ela compreender suas vontades) que esteja alinhado com seus pensamentos para que não haja essa certa desconfiança quando a hora chegar. Por mais que eu já tenha dito que vou esperar entrar em trabalho de parto e então como ela nascer será escolha dela, eu fico angustiada de ir na consulta semanal e ouvir que deveríamos marcar uma cesárea porque ela não vai encaixar ou o que for. Pesquisando eu descobri que apenas 4% das mulheres entram em trabalho de parto antes da 40 semana (fonte: BBC) e que em apenas 15% dos casos a bolsa se rompe antes do trabalho de parto já ter iniciado. Isso significa que estamos mesmo trazendo ao mundo bebês que não estão prontos para nascer e não lhes damos a chance de romper a barreira inicial da vida: o nascimento. Além disso, eu acredito que o trabalho de parto seja uma experiência única e transformadora na vida de uma mulher. Acredito que é uma dor que cura nossa alma e nos prepara para encarar tudo por aquele ser que agora comanda nossa vontade. A dor faz parte da vida, nos ensina e nos fortalece, então não entendo porque se tem tanto medo da dor… Vivemos numa cultura em que só o prazer é válido e estamos nos distanciando da realidade da vida: um equilíbrio de dor, alegria, prazer e sofrer. Se não se conhece um, como se reconhece outro?

Enfim! Quanto ao peso, é verdade que já passei da meta dos sete kilos e eu não ligo mais para o número que vejo na balança. Tirando minha mãe que se preocupa em eu estar pesada demais para fazer força (o.O), as pessoas todas dizem que mais da metade do peso se perde nos primeiros dez dias e o resto vai embora com a amamentação. OREMOS! Uma coisa é certa: Stella adora sorvete! 😀
A verdade é que a gente pode encanar com milhões de coisas nessa reta final mas é tudo besteira. Nossa mente não tem controle sobre esse momento e quanto mais você deixar as preocupações de corpo, parto, encaixe e amamentação de lado, mais fácil será de sua mente se conectar com seu corpo e deixar o lado ancestral fluir. Afinal, parto é algo que acontece em todos os animais mamíferos e nós somos animais, só que racionais. A vantagem dos animais não humanos nessa hora é que não pensam se dará certo ou errado, pois é algo que precisa acontecer independente de como.

Tenho certeza que não cobri nem metade do que aconteceu nesse período, mas na verdade está sendo um período tranquilo. Descontando os desconfortos normais como dores nas pernas, muitas idas ao banheiro, chutes e mais chutes, palpites alheios e o fato de todo mundo sempre ter uma história sobre parto, amamentação e criação, o resto está sendo quase confortável e me sinto muito bem cuidada e amparada. É impressionante como as pessoas mais variadas se sensibilizam com a chegada de uma criança e é muito bom sentir o amor das pessoas e o carinho que elas desenvolvem por um ser que ainda nem nasceu! Mas o mais legal é você poder compartilhar tudo isso com quem você ama. Embora às vezes você tenha vontade de arrancar a cabeça do seu companheiro, algo muito comum nesse momento e mais ainda no momento do parto, é muito importante que ele seja incluído ao máximo em tudo que diga respeito ao bebê, afinal, é dele também! Embora o foco esteja na mãe e no psicológico da mãe, saiba que o pai também tem angústias e uma delas é o medo de “ficar de fora” da relação mãe e filho, afinal, é você quem carrega por meses, sente os movimentos, se conecta com o bebê o tempo todo… Então lembre de incluir seu companheiro e dividir com ele os momentos bons e não só os ruins! 😉

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Agora é só esperar pra ver o rosto do ser que está para nascer!

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P.S.: Mais sobre gravidez? O Segundo Trimestre; O Primeiro Trimestre.

O Primeiro Trimestre

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Passou mal sem ter comido nada estranho? Está mais cansada do que o normal? Sente um gosto estranho na boca após comer qualquer tipo de alimento? Desenvolveu uma preguiça enorme para tudo? Tem dores de cabeça seguidamente? Cuidado: você pode estar grávida!

Ao menos eu estou. 😉

Ando me sentindo um pouco culpada por dedicar menos tempo ao blog. Mesmo que eu sempre tenha encarado ele como uma maneira de prazer e diversão, a minha falta de entusiasmo com qualquer produto de beleza tem me deixado um tanto preocupada! E tudo começou em maio.

Estava dando aula de maquiagem para uma turma e um belo dia eu simplesmente notei: “Não tenho nenhuma vontade de ir dar aula!”. Aff. Fiz minha maquiagem com aquela vontade de quem está indo para a forca e fui. Chegando lá, tudo normal! A vontade aparece e a aula acontece como sempre. No outro dia notei que não tinha nenhuma vontade de ir ao mercado, ou à natação, ou de lavar a louça… E pensei: “Ok que eu me desinteresso fácil mas, gente, de tudo?”. Nesse tempo ainda passei muito mal uma manhã, a qual por sorte o marido estava em casa. Acordei com fome, fui ao banheiro e senti a pressão baixar. Pedi sal, ele trouxe. Pedi um balde para o caso de… né?! E enquanto ele buscava o balde, eu caía no chão. Apaguei! Nunca havia desmaiado em toda a minha vida… Mas como poderia ser hipoglicemia (havia comido há umas 12 horas) ou queda de pressão (minha pressão tende a ser baixa) e como já havia tipo episódios de queda de pressão no meio da noite (uma vez ao ano acontece), achei que ficaria tudo bem. Foi apenas duas semanas depois que tudo fez sentido! No dia do meu aniversário fiz três (sim, três!) testes de farmácia e foi tão legal a notícia que até esqueci que era meu aniversário. As pessoas ligavam e eu pensava: “Meu Deus, será que já sabem? Mas como?” Haha.

É interessante porque assim que os testes deram positivo eu desabei em lágrimas. Daquelas de soluçar mesmo. Eu não tenho a menor idéia do porquê. Eu acredito que era uma mistura de surpresa, felicidade, medo, ansiedade e tudo mais que pode passar na cabeça de uma mulher nesse momento. Ok que não foi total surpresa, afinal, todas sabemos o que é preciso fazer para gerar bebês, mas eu não esperava que acontecesse tão depressa. Logo depois veio a curiosidade e o Google teve que me abrir páginas e páginas de esclarecimento, enxoval, gastos e etc. Desde então, meu foco está em apenas duas coisas: bebês e comida. Sim, comida! Hahaha. Não que meu apetite tenha mudado, mas porque eu estou procurando opções mais saudáveis que substituam as clássicas e rápidas comidas prontas. Passei um final de semana na cozinha preparando lasanhas, almôndegas, bolo de carne, arroz cremoso com galinha e etc. para ter como opção à Sadia e Seara! Haha. Valeu a pena e já está na hora de fazer um novo estoque! Esse novo foco fez com que eu deixasse de lado outras coisas e a maquiagem foi a mais forte delas. Não por medo da composição dos produtos, mas simplesmente perdi a vontade de usar qualquer produto. Sentar na penteadeira então… Nossa! Nunca mais aconteceu. Me obrigo a aplicar algo para as aulas, mas o faço em pé e apenas o básico do básico. Base? Desconheço. Tudo agora é BB Cream! Não sei por que razão aconteceu, só sei que aconteceu. O único cosmético que tem prendido minha atenção é o óleo de amêndoas! Haha. Quando pesquisei um pouco sobre o início da gravidez notei mais de uma pessoa falando sobre a falta de vontade de ter atividades no início. Nessa primeira fase o corpo é exigido de forma intensa, focando energia para uma coisa apenas: a formação do embrião. Então, eu tenho esperança que as vontades voltem aos poucos agora que entrei no segundo trimestre! Oremos!

Antes de engravidar eu pensava: “Se pretendo engravidar, preciso me preparar psicologicamente para parar de beber e fisicamente para emagrecer.”. Pois bem. Não tive tempo de nenhum dos dois! No entanto, eu não sinto falta do vinho como eu achei que sentiria, ou das cervejas artesanais… No entanto, algumas vezes eu peço para o Leandro me alcançar o copo para eu sentir o cheiro! Haha. Quanto a emagrecer, o obstetra que escolhi foi muito tranquilo quanto a isso. Ele apenas disse: “Tu não precisa engordar porque tu já tem a reserva de energia que o bebê precisa, mas provavelmente vai engordar um pouco.”. Já a nutricionista disse que poderia engordar sete quilos, que é o peso final do bebê, placenta, fluxo adicional de sangue, mamas e etc. Ela me passou um plano alimentar não restritivo, mas que mantinha uma base do que já era minha alimentação, porém evitando sal, açúcar e tudo aquilo que a gente adora! Haha. Confesso que não sigo direitinho, não. Por exemplo, não abro mão de uma torrada com queijo e salame pela manhã. Não dá! Mas deveria comer duas fatias de pão com creme de ricota (eca!). Minha sorte é que 90% do trigo que como é integral, assim como o arroz. Não tomo refrigerante se não em ocasiões “especiais”(embora ultimamente ando com vontade!), gosto de sal, mas consumo menos que o indicado diariamente e não gosto de nada adoçado, só doces mesmo (quindim, torta, mousse, etc.). O que aumentei o consumo foi a água e frutas, além de fontes de ferro.

O chato foi a lista de coisas que a internet disse que eu não poderia comer, como carne mal passada (adoro!), salame, queijo branco incluindo os cremosos como brie e gorgonzola (amor incondicional!), sushi e sashimi (muitas lágrimas nessa hora!)… Sem contar os alimentos a evitar o consumo como café, chá preto e chimarrão (todos na lista de consumo diário…). Mas confesso que não acredito que a coisa seja assim tão radical, afinal, eu duvido que as japonesas fiquem nove meses sem sushi e que as italianas não comam salame ou esses queijos deliciosos. Na boa. Não acredito mesmo! Ainda assim, eu diminui o consumo dos alimentos contra indicados para quase zero, sendo o sushi já nem tão doloroso pois minha cidade não oferece boas opções, mesmo… :p

Eu já fazia natação e desde logo antes de saber da gravidez já havia mudado a tática e passei a fazer exercícios localizados na água e um pouco de natação também, o que ficou ótimo para essa nova fase. O que senti de mudanças no corpo até agora foi um aumento nas dores nas pernas, pois aumenta o fluxo sanguíneo e eu tenho histórico familiar de varizes (e já tenho várias…); dependendo da atividade de alongamento, sinto uma fisgada no baixo ventre; idas ao banheiro aumentaram em 100%, proporcional ao volume de água que passei a ingerir diariamente, é verdade… Meu cabelo teve um período mais oleoso, acompanhado de algumas espinhas no rosto… E no primeiro mês as dores de cabeça foram constantes. Sentia também um gosto estranho na boca a toda hora. Não era um enjôo, mas mais parecido com o tal “gosto de metal” que li por aí. Comprovei que o gosto de metal se dá por falta de ferro, pois assim que passei a comer feijão e carne todos os dias, nunca mais senti!

Eu, particularmente, não gosto de dividir “intimidades” pois acredito muito na questão de fluxo de energia, bem e mal, etc… No entanto, embora eu não tenha vontade (>.<) de fazer algo como um diário de gravidez, confesso que ler relatos desse primeiro período me ajudou bastante. Assim, quem sabe se eu escrever um pouquinho posso ajudar alguém também? Quem sabe?! Aproveito então para compartilhar algo que aconteceu comigo e que não li por aí: ATAQUES. Sim. ATAQUES de ciúmes. E não foi só ciúmes de pessoas, mas de facebook e programas de televisão, porque eu queria toda a atenção do mundo só pra mim. Pobre marido! Além disso, a montanha russa do humor é bem chata. Em dois minutos eu me irrito, xingo, me sinto mal e choro. Bem assim. Em dois minutos! E vem tão rápido que não dá nem tempo de racionalizar para ver se estou me irritando por algo coerente! Haha. Novamente: pobre marido!

Outra coisa enlouquecedora é o nome do bebê. Não o sexo, mas o nome. Que tarefa complicada a de escolher o nome que tu passará falando todos os dias por, provavelmente, o resto da tua vida? Gente! Que horror! Para melhorar, eu que adoro não ser igual, vejo que todos os nomes que pretendo estão na lista dos nomes mais usados em 2014! Que tristeza… Mas eu me recuso a colocar aqueles nomes “únicos”, comuns de pais que querem ter filhos “únicos e especiais” e acabam fazendo a criança ter de soletrar o nome antes mesmo de saber escrever! Haha. Me RECUSO!

Há três anos uma astróloga me disse: “Não te preocupa. Em maio de 2015 tu será uma nova mulher.”. Eu sei que ela se referia ao fato de “meu Saturno” desocupar a moita, mas Saturno levou com ele tudo e ainda trouxe mais um pouco! Haha. Realmente não foram fáceis os últimos anos, mas cheguei nos trinta anos realizando tudo que considero realmente  importante para minha vida e feliz de ter as pessoas certas ao meu lado. Não me arrependo nem do que nem de quem deixei pelo caminho. Tudo acontece por uma razão!

Dos blogs que acompanho, tanto a Lu do Chata de Galocha quanto a Cah do Futilidades estão grávidas. Me divirto com os diários e vídeos da Lu. Também gosto de ver vídeos da gravidez da Flávia Calina para ter mais informações… Acho que vale a pena!

Se você tem informações para partilhar, como dados do segundo trimestre (dores, vontades, etc!), por favor, faça! Haha.

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