Relato de Parto: 26 de Janeiro de 2016.

Se eu tinha uma certeza ao final dessa gravidez, era a de que minha bolsa não estouraria antes das contrações chegarem. Após ler que apenas 4% das mulheres entram em trabalho de parto antes de completar 40 semanas de gestação e que em apenas 15% das gestações a bolsa amniótica se rompe antes do início das contrações, eu estava certa de que eu não faria parte dessa minoria. Pois eu estava errada.

Com 39 semanas e 5 dias, Stella se anunciou na madrugada do dia 26 de janeiro, com o rompimento da bolsa às 02:45h. Acordei sentindo água entre as pernas e saltei da cama. Fiquei em pé, já recolhendo o lençol e jogando-o no chão sobre a água que ainda escorria perna abaixo. Chamei meu marido e disse: “Acende a luz porque a bolsa estourou!”.

Fui tomar banho e chamei minha mãe avisando que a bolsa havia estourado e pedindo que ela tirasse o lençol do quarto e o colocasse para lavar. Nisso, senti uma incrível vontade de ir aos pés e, durante, a primeira contração. Resolvi pegar a bola de pilates e tomar aquele longo banho o qual recomendam por acelerar ou parar o trabalho de parto (TP), ou seja, se é chegada a hora, o banho longo ajuda. Caso contrário, ele diminui as contrações e finda o TP. Assim que fui para o banho comecei a sentir as contrações. Meu marido ficou comigo anotando o horário para o intervalo das contrações. “03:02… 03:08… 03:11… 03:14h…”. Cada contração durava em torno de trinta segundos e não seguiam um intervalo ritmado. Era o início do TP, como havia lido. E lembro de pensar: “Justo essa noite que eu fui dormir tarde…”. As contrações nunca tinham um intervalo maior do que cinco minutos entre elas e às 05:21h, paramos de anotar.

Às cinco horas da manhã eu liguei para a doula. Eu estava com pena de acordar ela, e ligar para o médico não era opção, porque sei que o procedimento padrão de quando se estoura a bolsa é ir para o hospital, e eu sabia que se fosse para o hospital não poderia estar com a doula, pois meu médico é bastante conservador e não é a favor dessa vertente, então nem falei para ele que havia contratado uma. É importante ressaltar que só tomei a decisão de ficar em casa porque havia feito uma ecografia dias antes na qual a médica disse que o bebê estava bem demais, com bastante líquido em volta e soluçando (se o bebê soluça, significa que não engoliu/aspirou mecônio). Além disso, eu tinha a minha disposição o aparelho de ouvir os batimentos do coração do bebê, então eu  podia monitorar caso houvesse alguma mudança. No telefone, falei para a doula que estava tranquila, usando o aparelho TENS que havia comprado no Mercado Livre para “diminuir” o desconforto da contração (existem artigos sobre o assunto!), e que ela poderia vir para minha casa às sete horas da manhã. Quando ela chegou, tiramos o aparelho e ela e meu marido faziam massagens na lombar no momento das contrações. Em algum momento, minha mãe também se juntou a nós e entrou no rodízio da massagem. A doula também administrava florais, água com mel para não baixar a glicose e até comi um pouco de gelatina. Mas a verdade é que não dá vontade de comer… Eu não sei dizer os horários nos quais as coisas aconteceram pois o tempo se torna algo secundário nesse momento. Foram horas que passaram e eu não senti. Perguntei para meu marido essa questão do tempo e ele também disse que não sabia, que tudo pareceu rápido. Acredito que estar concentrado no processo faz você perder a noção do tempo mesmo.

Uma coisa que me preocupava é que eu tinha consulta com o médico às 9h da manhã. Desde que optei por um parto normal, me informei e resolvi por mim mesma ficar o máximo de tempo possível em casa porque é o lugar onde me sinto mais confortável e acolhida. Tinha certeza que no hospital, por melhor que fosse, não teria a atmosfera segura da minha casa, mesmo se fosse um lugar “humanizado”, o que não era nem um pouco. Então, às 9h meu marido ligou para o médico e falou com a secretária que disse: “O procedimento padrão quando se estoura a bolsa é ir para o hospital. Lá a gestante passa pela triagem e o médico responsável liga para nós com as informações. Assim, o doutor passa para ele o que fazer enquanto ele se desloca.”. OK. Eu resolvi ficar em casa o máximo de tempo que eu achasse plausível. Na pior das hipóteses o médico iria me ligar e me xingar, né?

Nesse ponto do processo as contrações já estavam fortes. Eu já havia começado a chorar e querer que tudo acabasse o mais rápido possível. Cada contração parecia que alguém estava puxando os ossos da minha bacia para lados opostos, sem contar a dor no útero em si e o líquido que escorria perna abaixo. Embora existam várias posições indicadas para o momento da contração, eu me senti melhor sentada na bola de pilates em frente a minha cama. Meu marido me olhava enquanto eu apertava os joelhos dele a cada nova contração e me dizia: “Amor, tu queria entrar em TP e já entrou. Tu queria a experiência. Não precisa levar isso até o fim se tu achar que não vai aguentar…”. Eu realmente achava que não ia aguentar. A doula me dizia que eu precisa encontrar um sentido naquilo para continuar. Qual a importância, para mim, da maneira da Stella vir ao mundo? Eu não consegui achar uma resposta em meio a dor. O mais interessante é que nos momentos entre contrações era como se nada estivesse acontecendo. Não existia dor entre contrações. A pena é que esse momento é curto na maior parte do tempo!

Quando passou das 11h eu resolvi que iria para o hospital antes que o médico me ligasse. Resolvi tomar um banho e meu marido ficou comigo fazendo massagem na lombar durante as contrações. No banho a dor diminuiu bastante, foi como se as contrações tivessem voltado a ser como no início do TP… Saí do banho, coloquei qualquer roupa e fomos para o hospital. Eu, de joelhos no banco de trás, olhando pelo vidro traseiro.

Chegamos no hospital e fui caminhando pelos corredores tendo uma contração aqui outra ali, mas bem mais fracas e espaçadas do que em casa. Chegando na porta do centro obstétrico dei meu nome e já me esperavam pois meu médico já havia ligado para saber de mim, e começaram as más notícias: 1) eu tinha que entrar sozinha e assim permanecer até depois da triagem – triagem necessária para ligarem para meu médico; 2) eu não poderia ingerir nada, nem água; 3) eu precisava ficar sentada em cima da cama com a máquina de monitoramento fetal ligada a mim a todo momento, impedindo que eu me movesse; 4) eu não podia ter acesso a nenhum instrumento facilitador do parto, como a bola de pilates, a menos que meu médico permitisse, o que ocorreria apenas quando ele chegasse.

Bem, eu fiquei bem chateada de estar sozinha. Enquanto eu esperava a triagem, em uma sala onde eu era a única mulher em trabalho de parto, eu tive apenas uma contração e foi quando meu marido entrou para falar comigo, e logo foi mandado embora porque eu ainda não havia sido examinada. A segunda contração foi na sala de triagem quando a médica entrou. Me perguntou quando havia rompido a bolsa e eu menti o horário (assim eu seria xingada, mas ninguém estaria me colocando numa maca e me mandando pra sala de cirurgia…). Ela me perguntou por que eu não havia ido ao hospital e eu respondi: “Não vi razão de vir para o hospital sendo que minha casa é muito mais confortável.”. Ela só me olhou… Examinou e eu tinha sete centímetros de dilatação. Só sete centímetros de dilatação em dez horas de trabalho de parto. Eu não desanimei, mas esperava estar naquela média de um centímetro por hora. Mas pensei: “Vai que agora meu corpo abre super fácil e em duas horas isso tudo acaba, né?!”. A esperança é a última que morre! Meu obstetra certamente me achou “super boa na dilatação”, afinal, pela informação que ele tinha, meu TP estava evoluindo mais de um centímetro por hora. Me colocaram, então, na sala de parto onde meu marido pode entrar e meu TP pode ser retomado. No entanto, eu reclamei com as enfermeiras que não só me amarraram com a máquina de monitoramento como me fizeram segurar os eletrodos, reclamei de não poder ter a bola a minha disposição, de não me deixarem tomar água e do soro que me colocaram e que passou o TP todo (e os dias que se seguiram) me incomodando, porque me foi feito acesso na dobra do braço, então o soro parava e eu tinha que ficar cuidando para não dobrar o braço (por três dias!!!), o que foi bem chato quando estava tendo contrações e me agarrando na cama! Cada pequena coisa que não saía como eu esperava, me tirava um pouco da força psicológica necessária para o momento.

Com a chegada do meu obstetra, fui liberada do monitoramento contínuo e tive acesso a bola de pilates, a qual era minúscula comparada a que eu tinha usado até então e estava um tanto murcha. Sentei na bola ao lado da cama e minha cabeça ficou na altura da cama. Nas contrações eu me agarrava nos ferros debaixo da cama enquanto meu marido fazia massagem na lombar com óleo específico. Eu pedi para que diminuíssem a luz, mas cada vez que alguém entrava, por alguma razão, na sala, acendia todas as luzes, abria a porta e ia embora deixando tudo como estava. Então, meu marido parava tudo, levantava e fechava a porta e diminuía as luzes.

Diferente de casa que eu não tinha noção do horário, no hospital havia um relógio de parede bem na minha frente. De hora em hora o médico vinha examinar a dilatação e a frequência cardíaca do bebê exatamente em um momento de contração. Essa é uma coisa muito chata! Eu havia me preparado para estar na melhor posição possível durante a contração, respirando fundo para diminuir a dor e tentar deixar o corpo fazer o que necessita, mas ter uma contração sentada em uma cama e ainda ter alguém lhe examinando no exato momento tira toda a sua concentração. Nesse momento eu acabava quase que segurando a contração, tamanha era a dor dela quando em cima da cama, e o desconforto do exame naquele momento. Minha tolerância foi diminuindo ao ponto de eu decidir que se às 15h não tivesse chegado a dez centímetros, eu iria fazer uma cesariana. No entanto, embora sem tem chegado na dilatação desejada, continuei. Minha mãe chegou para me ver mas não deixaram ela entrar. Então, a única enfermeira que foi minimamente solidária comigo, chamou minha mãe que ficou ali comigo. Às 16 horas, no novo exame, depois de cerca de duas horas com contrações ritmadas de cinco em cinco minutos, meu obstetra disse que eu permanecia com os mesmo sete centímetros da chegada ao hospital e agora com um edema de colo (inchaço no colo do útero). Quando eu fiz as contas, notei que estava há 13 horas em trabalho de parto e nesse cenário de não evolução. Embora eu tenha me informado que médicos dão apenas 12h para o bebê nascer desde o rompimento da bolsa, mas parteiras seguem outro padrão, eu fiquei receosa em continuar a tentar o parto natural, ainda mais sabendo que o inchaço dificulta a passagem do bebê. O obstetra sugeriu o uso da ocitocina e eu sabia que então precisaria de anestesia. Na minha cabeça apenas pensei: “Se é para anestesiar, que acabemos com isso logo.”. Assim, ele começou a ligar para os anestesistas com os quais trabalha e para sua assistente. Chorei, olhei para meu marido e perguntei se me amaria mesmo assim… Ele riu e disse que me amaria se eu tivesse decidido pela cesariana na primeira hora do TP. Minha mãe me abraçou e disse que estava muito orgulhosa de mim. A partir daquele momento, eu só queria que as dores parassem. No entanto, não é porque você opta pela cesariana em meio ao TP que seu corpo pára, não é? As contrações continuaram ritmadas de cinco em cinco minutos, mas na minha cabeça, no período da decisão até a sala de cirurgia, o que durou uma hora e meia, eu tive umas três contrações. Até pensei que o poder psicológico era algo incrível, pois eu tinha conseguido parar as contrações. Meu marido disse que eu sonhei tudo isso, porque elas continuavam ritmadas, a diferença é que eu dormia no intervalo entre elas!

Finalmente o anestesista chegou e me encaminharam para a sala de cirurgia. Eu senti um misto de alívio e decepção, mas já haviam me dito que quando o assunto é parto, nós genitoras temos pouco controle sobre o desfecho. Assim que entrei na sala, o médico me colocou em posição para a anestesia, a qual é um pequeno incômodo, principalmente a medida em que o líquido entra no corpo, mas nada demais quando você já sentiu contrações. Me deitaram o mais rápido possível antes de eu não poder fazer por mim mesma e logo começaram a perguntar sobre o que eu sentia e onde. Não demorou muito para eu deixar de sentir o peso da barriga. Foi um alívio! Acho que em questão de dois minutos eu já não sentia o movimento em si, mas sentia que estavam mexendo em mim. Eu ainda perguntei pro anestesista se eu ia começar a enxergar duendes e unicórnios, mas ele disse que não, e disse: “Ué? Tu tem que ver teu bebê nascer!”. Eu não tinha pensado nisso… Haha! Logo meu marido sentou junto de mim e começaram o procedimento. Eu sentia o cheiro de carne queimada a medida que o bisturi elétrico cauterizava o corte que fazia, mas fiquei conversando com o anestesista e fazendo perguntas… De repente vi o Leandro se levantar, olhar por cima do lençol e começar a chorar. Ouvi o médico elogiando a bela circular de cordão da Stella… Ouvi ela chorando… Tudo parecia muito fora da realidade. De repente mostraram ela para mim e a colocaram enrolada em cima do meu peito, mas o espaço era tão pequeno que eu tinha medo de me mexer. Apenas toquei no rosto dela e fiquei meio atônita e até perguntei: “É minha mesmo? Saiu de mim?”. A pediatra riu e disse que sim. Eu não sabia o que fazer, mas fiquei com muito medo de tentar pegar ela e deixar cair por algum efeito da anestesia. Então deixei ela ir com o Leandro e a pediatra para os exames, testes, pesagem e etc. Agora eu penso que deveria ter tentado ficar mais com ela, mas não sei qual o procedimento, afinal, tinha um buraco aberto na minha barriga e eu não sei o que eu deveria ou não fazer. Enquanto ela estava longe fiquei conversando com os médicos, perguntando se finalmente poderia comer sushi e coisas do tipo. Eu confesso que me diverti durante a cirurgia…

Acredito que precisei da cesárea porque a Stella não estava encaixada. Embora todos os exercícios que fiz para o encaixe do bebê, ela não encaixou e provavelmente só o faria na fase expulsiva. Talvez a falta de encaixe tenha sido a razão da pouca evolução na dilatação, pois eu acredito que a cabeça encaixada ajude a pressionar o colo do útero, não é? Como ela nasceu com a cabeça levemente pontuda, acredito que ela estava encaixando durante o TP. Também acredito que a falta de evolução no TP desde a chegada no hospital tenha um fator psicológico imenso. A simples troca de um ambiente acolhedor, com pessoas que você confia, para um ambiente hostil como o de um hospital, onde ninguém liga para você é você é só “mais um”, certamente mexe com a sua segurança. Eu acredito que se, ao menos, minha doula pudesse estar comigo na sala de parto as coisas teriam sido um pouco diferentes. Mas eu não quis me indispor com meu médico… No entanto, a sala de parto é um lugar frio, nenhum pouco acolhedor. Se você tiver que ir para o hospital sozinha, a sala de parto é um ambiente desumano. Meu médico só entrava ali para me examinar e em nenhum momento ele ficou ali, deu uma dica de posição ou o que. Os médicos realmente não sabem lidar com pessoas.

Embora no momento da dor das contrações a cesárea tenha parecido uma boa idéia, no decorrer do tempo eu notei que não foi. Primeiro, acho que a sensação de sentir seu bebê saindo de você seja algo transformador. Quando eu vi a Stella, tirada de mim, não parecia que era algo que estava dentro de mim. Parecia um presente que alguém me deu… Por muitos dias depois do parto eu tinha essa sensação estranha de que eu ia ter que devolver ela para alguém, como se ela não fosse minha de verdade. Eu acho que essa sensação é fruto da cirurgia, porque o bebê não sai naturalmente de você, ele é extraído!
Eu tento não me sentir mal pelo desfecho do nascimento da minha filha, mas agora eu enxergo ainda mais a importância do parto natural na vida de uma mulher. Eu respeito as mulheres que escolhem marcar data para a cirurgia do nascimento do filho, mas não entendo. Embora eu seja uma pessoa que presa por controle, a vida não pode ser controlada. Não cabe a nós escolhermos a hora para o início da vida, nem a forma. Geramos um ser humano, damos a luz a um ser que terá personalidade própria e suas próprias escolhas. Nada mais natural do que deixar que ele escolha como e quando quer vir ao mundo. Passaremos os próximos 18 anos tentando fazer suas escolhas por ele, com a desculpa de proteger e mostrar o melhor caminho. Então, por que negar a ele a primeira escolha que pode fazer sozinho, a de como começar sua vida?

Stella

O Terceiro Trimestre

Terceiro Trimestre

O terceiro trimestre engloba desde a semana 28 até o nascimento do bebê. É o período de maior mudança e ansiedade, na minha opinião. É nesse momento que temos que ter tudo “resolvido”: o chá do bebê, preferências de parto, hospital, pediatra, quarto, roupinhas, acessórios necessários, lembrancinhas, enfeite de porta para a maternidade… Ou seja: TUDO! É o momento de deixar tudo pronto para a chegada do bebê! Se você marcou uma cesárea, você tem a “vantagem” de saber o dia certo que seu bebê estará em seus braços – deixando de lado os imprevistos partos prematuros! Mas se você, como eu, escolheu deixar a natureza seguir seu curso e seu bebê decidir quando quer vir ao mundo (sim, pois não se engane: você não tem controle sobre esse “querer”!), suas últimas semanas de gravidez podem se tornar um momento de muita angústia.

Resolvi escrever sobre esse período nessa minha “última semana”, semana 39, pois acredito que depois ficará ainda mais complicado! Haha. Além do mais, nesse momento está tudo pronto e tudo o que tenho a fazer é me distrair, pois já entendi que ela virá quando decidir, o que, ao que parece, não será tão cedo… Stella não está “encaixada”, ou seja, não está pronta para nascer. Quando o bebê encaixa na pélvis, sua cabeça fica “presa”, o que dificulta tanto seus movimentos quanto os da mãe. É comum que isso ocorra a partir da semana 36 quando se espera o primeiro filho, mas é sabido que o bebê pode encaixar só no momento das contrações. No entanto, médicos usam do argumento “bebê não encaixado” para levar você a fazer uma cesárea. Respire e SEJA FORTE! Tenho a impressão que a mão dos obstetras clama por um bisturi. Que dificuldade de deixar a vida acontecer! Eles fazem partos a vida toda. Nós, provavelmente teremos um ou dois partos na vida. Acho muito injusto que eles queiram lhe dizer como seu bebê deve nascer, afinal, é algo único e muito importante para você. Para eles, é mais um. Mas não vou entrar a fundo nessa conversa porque ela me deixa triste, na verdade. Vamos adiante!

Nesses três meses eu foquei mesmo no que precisava. Montamos os móveis, pintamos o quarto, decoramos o quarto, compramos e ganhamos o que precisávamos, fiz algumas coisas eu mesma, como a caixinha onde ficarão o algodão, cotonete e tal, lavei as roupinhas de tamanho RN e P, conheci a maternidade, me informei quanto ao parto e aos cuidados com o recém-nascido (não fiz curso prático), tirei fotos da gestação com 29, 32 e 36 semanas (não deixem pra depois disso! 36 semanas já estamos grandes demais, então aconselho tirar fotos por volta da semana 34…). As fotos tiradas com 29 semanas foram “presente” da fotógrafa, com 32 tirei algumas eu mesma e com 36 fiz um pacote de fotos. Todas “vestida” e a maioria com meu marido, porque não gosto das fotos da barriga em si e acho que o momento é dos dois… Além de ter deixado tudo pronto em casa, desde que vim para Porto Alegre as malas para a maternidade já estão prontas, o quarto em que moraremos no primeiro mês do bebê está quase arrumado – digo quase porque sempre tem uma baguncinha! E só falta instalar o bebê conforto no carro.

roupinhas

Nesses últimos três meses a minha barriga virou algo gigante. Em um momento eu cheguei a olhar minhas fotos antigas porque eu precisava lembrar de como era a vida sem essa barriga, lembrar de que não foi sempre assim… No entanto, agora sei que vai ser estranho sair de casa um dia carregando essa barriga e voltar carregando um pacotinho nos braços! É estranho dizer isso, mas recém acostumei com essa coisa imensa que carrega uma coisinha que se mexe o tempo todo! Acho que sentirei saudades! Haha. O chato foi que com a barriga vieram as estrias. O terceiro trimestre foi coroado com muitas estrias. Independente do óleo de amêndoas extra virgem e do creme Luciara, as estrias apareceram “a galope”! Um dia tinha uma, depois outra… Hoje, toda a parte inferior da minha barriga está tomada de rastros vermelhos largos e doloridos. Dá para desenvolver uma língua como braile a partir dali, tenho certeza! No entanto, já não me incomoda mais. Acredito que me incomodaria mesmo se houvessem estrias na região superior, aí sim, a coisa ia ficar muito triste pra mim. Já meu marido diz assim: “Olha pelo lado positivo… Na próxima gravidez nem vai ter como piorar!”. :/

Nesse trimestre também senti as dores da lombar. Pude notar no espelho minhas costas mudarem e ao caminhar, principalmente nesse último mês, sinto como se houvessem dois cabos me puxando em sentidos opostos: um cabo puxa a barriga para frente e outro puxa o “bum-bum” pra trás. Sem contar as pernas! Tenho a sensação de que existe um “alargador” entre minhas pernas, na bacia ou na pélvis, que impede que eu ande com as pernas fechadas e em linha reta. Eu dou passos para os lados, o que faz o andar ficar ainda mais devagar do que o de costume. E sentar e levantar? Nossa! É uma peso… E virar na cama? Bah! Para me virar durante a noite eu preciso sentar na cama, rearranjar os travesseiros, virar e deitar. E nisso as pernas estralam os ossos… Algo que notei que passou a ocorrer nesse último trimestre.
Acordo cerca de duas vezes para ir ao banheiro na madrugada e aproveito para virar para o outro lado na volta. Não lembro mais como é dormir de bruços ou de barriga para cima. MESMO.

Quanto a comida, não notei grande diminuição na quantidade ingerida desde o último trimestre. Inclusive, passei a tomar mais líquidos com a refeição, então… Sei lá! O que notei foi a imensa vontade de sorvete a medida que o calor chegou pra ficar. E com ele, vieram os inchaços. Existem dias que não é possível saber onde minhas pernas terminam e começam os meus pés. Classifico os dias em “dias com e sem tornozelos”. É uma realidade, mas não posso reclamar porque isso passou a ocorrer só depois do Natal, quando parei de fazer as drenagens linfáticas. Recomendo muito que se faça!

Esse período foi bastante complicado emocionalmente. Uma verdadeira montanha russa! Nesses últimos dias tenho chorado bastante pois minha gata está muito doente e internada numa clínica veterinária. Como ela corre risco de morte, estou bem chateada porque não quero perder uma filha pra ganhar outra, não é? Mas, como o nascimento, a morte também não está nas nossas mãos. Só queria que tudo desse certo para eu ter minha gatinha e minha estrelinha comigo! Eu não entendo porque minha gatinha ficou doente sendo tão nova e bem cuidada, mas me dizem que muitas vezes nossos pets adoecem porque manifestam algo negativo que deveria vir para o dono… :(. Não é um alívio, mas é bonitinha a idéia de que nossos bichinhos nos “salvam” de adoecer, não é mesmo?

Stella tem aproximadamente 49cm e 3,600kg no momento. Na última ecografia ela soluçou, sorriu e fez biquinho. A médica que fazia a ecografia me disse que ela está muito confortável lá dentro, pois a placenta está saudável e tem bastante líquido. Inclusive, o fato dela soluçar é muito bom, pois isso indica que não há problemas como a ingestão de mecônio. Enquanto ela soluçar, eu não preciso me preocupar com o tempo que ela vai ficar aqui dentro. Disse também que embora não encaixada, a cabeça tem um tamanho que não é problema para encaixar, só que se ela for nascer com 41 semanas, por exemplo, ela vai ter quase 4kg e isso, bem, isso pode ser um problema para mim, não é?! Haha.

Agora que praticamente só falta esperar, eu fico fazendo exercícios na bola de pilates, vejo tv, passeio no shopping – bom lugar para andar já que tem ar condicionado! e fico driblando o médico e sua vontade de fazer cesárea. Essa é a parte mais estressante e é muito chato você ter que se preocupar com isso nesse momento. Embora ele tenha parecido muito “de boa” com relação ao meu parto natural, eu temia que em algum momento ele iria fazer a clássica pressão para cesárea, ainda mais que a Stella tem chances de nascer só no Carnaval, quando ele sai de férias. Então, minha dica é que você encontre um médico (preferencialmente médica porque acredito que seja mais fácil para ela compreender suas vontades) que esteja alinhado com seus pensamentos para que não haja essa certa desconfiança quando a hora chegar. Por mais que eu já tenha dito que vou esperar entrar em trabalho de parto e então como ela nascer será escolha dela, eu fico angustiada de ir na consulta semanal e ouvir que deveríamos marcar uma cesárea porque ela não vai encaixar ou o que for. Pesquisando eu descobri que apenas 4% das mulheres entram em trabalho de parto antes da 40 semana (fonte: BBC) e que em apenas 15% dos casos a bolsa se rompe antes do trabalho de parto já ter iniciado. Isso significa que estamos mesmo trazendo ao mundo bebês que não estão prontos para nascer e não lhes damos a chance de romper a barreira inicial da vida: o nascimento. Além disso, eu acredito que o trabalho de parto seja uma experiência única e transformadora na vida de uma mulher. Acredito que é uma dor que cura nossa alma e nos prepara para encarar tudo por aquele ser que agora comanda nossa vontade. A dor faz parte da vida, nos ensina e nos fortalece, então não entendo porque se tem tanto medo da dor… Vivemos numa cultura em que só o prazer é válido e estamos nos distanciando da realidade da vida: um equilíbrio de dor, alegria, prazer e sofrer. Se não se conhece um, como se reconhece outro?

Enfim! Quanto ao peso, é verdade que já passei da meta dos sete kilos e eu não ligo mais para o número que vejo na balança. Tirando minha mãe que se preocupa em eu estar pesada demais para fazer força (o.O), as pessoas todas dizem que mais da metade do peso se perde nos primeiros dez dias e o resto vai embora com a amamentação. OREMOS! Uma coisa é certa: Stella adora sorvete! 😀
A verdade é que a gente pode encanar com milhões de coisas nessa reta final mas é tudo besteira. Nossa mente não tem controle sobre esse momento e quanto mais você deixar as preocupações de corpo, parto, encaixe e amamentação de lado, mais fácil será de sua mente se conectar com seu corpo e deixar o lado ancestral fluir. Afinal, parto é algo que acontece em todos os animais mamíferos e nós somos animais, só que racionais. A vantagem dos animais não humanos nessa hora é que não pensam se dará certo ou errado, pois é algo que precisa acontecer independente de como.

Tenho certeza que não cobri nem metade do que aconteceu nesse período, mas na verdade está sendo um período tranquilo. Descontando os desconfortos normais como dores nas pernas, muitas idas ao banheiro, chutes e mais chutes, palpites alheios e o fato de todo mundo sempre ter uma história sobre parto, amamentação e criação, o resto está sendo quase confortável e me sinto muito bem cuidada e amparada. É impressionante como as pessoas mais variadas se sensibilizam com a chegada de uma criança e é muito bom sentir o amor das pessoas e o carinho que elas desenvolvem por um ser que ainda nem nasceu! Mas o mais legal é você poder compartilhar tudo isso com quem você ama. Embora às vezes você tenha vontade de arrancar a cabeça do seu companheiro, algo muito comum nesse momento e mais ainda no momento do parto, é muito importante que ele seja incluído ao máximo em tudo que diga respeito ao bebê, afinal, é dele também! Embora o foco esteja na mãe e no psicológico da mãe, saiba que o pai também tem angústias e uma delas é o medo de “ficar de fora” da relação mãe e filho, afinal, é você quem carrega por meses, sente os movimentos, se conecta com o bebê o tempo todo… Então lembre de incluir seu companheiro e dividir com ele os momentos bons e não só os ruins! 😉

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Agora é só esperar pra ver o rosto do ser que está para nascer!

😉

P.S.: Mais sobre gravidez? O Segundo Trimestre; O Primeiro Trimestre.

Chá de Bebê: porquê e como fazer um chá de bebê em casa (com modelos para impressão!)


Stella

Eu não sou uma pessoa muito “festiva”, mas se tem uma coisa que eu queria fazer nessa gravidez era o chá de bebê. Embora algumas pessoas não gostem da idéia do chá de bebê, eu acho que o chá ajuda a preparar a família e amigos para a novidade a caminho, ou seja, a entrar no clima mesmo, sabe? Além de, claro, ser super divertido para a mamãe, afinal, eu nunca tinha visto alguns dos itens que ganhei…

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Eu moro em uma cidade, minha família em outra e a do meu marido em uma terceira cidade. Então, a solução foi fazer um chá em cada cidade onde temos família! SIM. Trabalho em dobro!
Cada lugar tem suas especificidades e até mesmo seus “gostos” particulares. Mesmo com ajuda das futuras avós para encomendar os comes, eu sou uma mesma pessoa em ambos os lugares, então fiz chás praticamente iguais. Iguais mesmo! Usei, inclusive, a mesma roupa em ambos (meu marido também!) e a mesma decoração (ou quase) para manter um padrão nas fotos. 🙂

Meu intuito com o chá era puramente sentimental e não para arrecadar presentes, ou seja, eu não esperava ganhar mais do que gastei, embora isso teria sido ótimo nesse momento da vida! Haha. Mas caso seu intuito seja esse, é importante que você encontre uma maneira de ser específica com relação aos presentes, ou seja, se você espera que cada convidado gaste pelo menos R$30 no presente para você ou seu bebê, especifique presentes de no mínimo esse valor ou ainda peça um presente MAIS um pacote de fralda, pois diversos itens que necessitamos para o bebê custam pouco, como um aspirador nasal ou um pacote de lenços umedecidos, por exemplo. Vi essas dicas em diferentes sites e confesso que a do presente MAIS fralda achei um pouco “demais”, mas então li sobre chás que não só a mamãe pede um presente MAIS fraldas como também pede para que o convidado leve um prato para compor a mesa de comida. Esse sim achei “pedir demais” do convidado, mas ninguém é obrigado a ir no seu chá, não é mesmo? O bebê é seu, o chá é seu e só você sabe da sua realidade financeira, então, não tenha vergonha de fazer o que precisa ser feito! Quem realmente se importa com você, entenderá. Inclusive, eu aprendi que fazer festas é uma ótima maneira para selecionar os amigos de verdade… Haha.

Quando se pesquisa sobre chás de bebês ou de fraldas (aquele que você pede apenas fraldas…), encontramos desde o modelo acima mencionado, presente MAIS prato, até chás gigantescos nos quais as pessoas gastam R$5 mil reais, com decorações e comidas caríssimas e extremamente rebuscadas. Como eu disse, tudo depende da sua realidade financeira.
Quando falei do chá para minha mãe ela ficou preocupada exatamente porque tem visto que os chás de bebês, assim como os aniversários de crianças, tem tomado proporções de festas de debutantes e casamentos! Como eu não dou a mínima para esse tipo de coisa, a comemoração da chegada do meu bebê seria como todas as outras: com coisas simples, de preferência algo feito por mim, reais e com carinho, para as pessoas que quero que façam parte da vida da minha filha, ou seja, família e amigos muito próximos a mim. E o legal de fazer um evento para as pessoas que realmente são importantes é que elas provavelmente lhe conhecem o suficiente para que fiquem confortáveis e deixem você confortável com relação aos presentes e comes e bebes. Esse ponto foi bastante tranquilo no chá que fiz com a minha família, pois todos temos bastante abertura, tanto que eu restringi o convite aos acompanhantes que eu não conheço ainda, porque não havia espaço o suficiente para todos na minha casa. Inclusive, a abertura é tanta que uma amiga me xingou por eu não lembrar de maneira alguma do fato de ela ter se tornado vegetariana, o que fez com que ela não tivesse muito de salgados para comer! >.<

Já na família do meu marido a coisa é um pouco diferente. Embora eu seja bastante aberta, existe uma certa formalidade geral, da qual eu não compartilho. Por exemplo, em ambos lugares eu organizei de forma que desse o menor trabalho possível, ou seja, salgados, doces e bebidas ficavam expostos à vontade dos convidados. Apenas precisei cortar as tortas frias e o bolo, e isso porque sei que os convidados não o fariam por uma questão formal. Eu expliquei isso na família do meu marido assim que as pessoas chegaram, mas notei que ninguém se serviu nem mesmo de água até eu dizer para meu marido se servir e ainda falar em alto e bom tom: “Pessoal, sirvam-se porque eu não vou servir ninguém…”.

Eu não gosto de formalidade. Eu gosto de respeito. Haha.

Eu mesma fiz os convites, as bandeirolas, as tags para os doces em papel cartão branco, a partir de imagens disponíveis online, além de flores de papel de seda que adicionei na decoração. Comprei TNT para usar como toalhas de mesa e decorar a mesa principal, além de baleiros e bandejas de papel para os salgados e doces. Confira o resultado nas imagens ao longo do post…

O convite ficou assim:

Convite Chá Stella

As tags e bandeirolas estão nas imagens mais abaixo…

Você pode fazer o download dos modelos que fiz e usei no chá de bebê: clique em Papelaria Chá de bebê
As bandeirolas (letras) eu encontrei num site cheio de “printables“. Clique aqui para ser direcionado às letras…

Comprei as forminhas e saiote para os doces, os quais fiz todos para o chá na família do meu marido. Ele me ajudou a enrolar os docinhos, inclusive!

Chá Stella

Na minha família, tivemos ajuda para fazer os doces e ainda aluguei cadeiras, uma jarra e um porta bolo de vidro. Fiz brownie para ambos os chás, e jamais vou esquecer do meu cunhado chamando o brownie de “nega maluca abatumada”. 😛 Também decorei vidros para por mini confetes e as lembrancinhas com marshmallows em saquinhos.

Chá Stella

Chá Stella 10

Bolos, salgadinhos e tortas frias foram compradas, mas ainda fizemos uns “picadinhos/enfiadinhos” de frios para quem tivesse restrição alimentar, que existe um caso em cada família…

A coisa toda ficou assim:

No interior…

Chá Stella 1

Chá Stella2

Ignora o amassado do TNT…

Chá Stella 6

Chá Stella 4

Na capital…

Chá Stella 9

Chá Stella 7

Chá Stella 8

Ambos foram feitos nas garagens das casas. A diferença é que a garagem da casa da minha mãe é fechada, enquanto a da minha sogra é aberta.

Quanto aos comes e bebes em si, vou dar os dados unindo os dois chás:
Foram 54 adultos no total dos dois chás, incluindo a mim e meu marido duas vezes (já que comemos e bebemos nos dois lugares, né?!). De salgados totais foram quatro tortas frias e em torno de 600 salgadinhos. De doces foram três tortas (aproximadamente 8kg de bolo, sendo um deles “naked” e sem glúten, feito pela minha prima que tem restrição com trigo), aproximadamente 2 kg de brownie e 430 unidades de docinhos, além de 1kg de mini confete (tipo M&M’s) e 2 pacotes grandes de marshmallow para decoração, consumo na festa e lembrancinhas. De bebidas, foram dois potes de chá instantâneo (faz gelado ou quente), 10 litros de refrigerante, 3 litros de água com gás, 3 litros de água sem gás e aproximadamente 20 litros de cerveja.

Por que esses números tão expressivos? Porque convidei homens! Acho muito antiga essa idéia de que chá de bebê é exclusivo para mulheres. Primeiro porque temos amigos de todos os gêneros, não é mesmo? Segundo, porque o pai deve fazer parte da vida do bebê tanto quanto a mãe, então acho super normal que existam outros pais ou outros homens no chá do bebê, não é? Inclusive, pode-se fazer uma coisa legal só para os homens, deixando para eles um “cantinho” tipo gentlemen’s club, com alguma bebida destilada, ou apenas um momento de whisky e charuto com o futuro papai para dar um charme, caso seu marido goste dessas coisas! Haha. Ainda assim, algumas mulheres não levaram os maridos por entender que chá de bebê seja algo exclusivo para mulheres, mesmo eu tendo endereçado o convite para as famílias…

O valor total gasto por cada convidado foi de R$ 35, incluindo até o valor dos descartáveis! De todos os comes e bebes, sobraram em torno de 90 salgadinhos, meia torta fria, 3kg de bolo, 300g de brownie, 160 docinhos, 500g de confete e muito marshmallow! Além de aproximadamente uns cinco litros de refrigerante e um pote completo de chá instantâneo. Não. Não sobrou cerveja, pelo menos não na minha casa! Hahaha. Até brinquei que foi um chá de “beber”! Na família do meu marido apenas três pessoas beberam cerveja. Na minha, quase a metade dos convidados! 🙂
Eu calculei as quantidades seguindo algumas calculadoras de festas online, como essa, essa, e essa. Elas não são unânimes, então fiz uma média entre elas. Como vocês podem ver, sobraram muitos doces mas não tantos salgados. Não sei se pelo fato de o clima estar quente as pessoas não tenham tanta vontade de comer doces, mas… Ambos os lugares tinham bolo de nata com morangos, porque praticamente é meu preferido. Principalmente se estiver super gelado, mas como fica exposto, ficou em temperatura ambiente.

O valor de R$35 por pessoa é bastante alto se você está focando em ganhar mais do que gastar. Embora eu tenha feito um chá super simples, poderia ter “barateado” o chá se eu não tivesse encomendado bolos, tortas frias e salgadinhos. Uma dica para não precisar encomendar é fazer tortas frias em casa, ou ainda apenas mini sanduíches, por exemplo. Minha mãe fez aquelas pizzas caseiras e tínhamos preparado um recheio para preencher canudinhos na hora, caso fosse necessário, o que não foi. Outra idéia seria fazer barquetes em casa, pois você encontra a massa pronta nos mercados. Não se pode esquecer dos cachorros quentes, né? É uma coisa que custa pouco e todo mundo adora! E os “enfiadinhos” que fiz são uma ótima idéia! Fiz com salame, queijo colonial e ovos de codorna, mas presunto e queijo mussarela em cubos, com pepino em conserva, por exemplo, fica ótimo!

Ninguém precisa gastar muito para fazer um chá de bebê ou um aniversário de criança. As coisas estão fora de proporção hoje em dia, não é? Acho desnecessário! Eu acho que festa é para se divertir, reunir as pessoas que lhe fazem feliz e não para “calar a boca do povo”. Se você precisa fazer festa para ostentar para seus convidados, você certamente está convidando as pessoas erradas…

Enfim! Para se manter num orçamento apertado não se pode esquecer também da pipoca, pão de queijo caseiro, mini muffins e coisas fáceis desse tipo. Quanto ao bolo, acho que vale muito a pena fazer bolo simples, tipo nega maluca, cenoura e etc., e fazer um bolo de fraldas, né? Ou ainda, fazer cupcakes, que eu não acho muito trabalhoso a menos que você vá fazer uma decoração muito rebuscada. Eu sou adepta de cupcakes que não precisem de recheio, pois a massa já é super gostosa e a cobertura complementa o bolinho, como cupcake de cenoura com ganache de chocolate, ou cupcake de limão com merengue, por exemplo.

A questão a levar em consideração é: você vai estar disposta a fazer tudo isso?

Não é a toa que se recomenda fazer o chá na 30 semana. Fiz um na 29 semana e outro na 32. Cansei em ambos, mas cansei mais no da 32 semana! Minhas pernas incharam mais e senti mais dores nas costas e pernas no dia seguinte, afinal, querendo ou não, se passa muito tempo em pé! Além disso, se você for uma pessoa que não está acostumada com muita gente em volta, como eu, vai se cansar ao tentar dar atenção para todos. O legal de fazer o chá com antecedência a chegada do bebê, também, é que você se certifica que terá tempo de comprar aquilo que não ganhar.

Eu não quis fazer aquelas brincadeiras em que pintam a gente e tal. Simplesmente não me representam! 😛 Eu disse: “Meu chá de bebê é humanizado, logo ele respeita as minhas vontades!”. Me safei! No entanto, adivinhei os presentes e quando eu errava, alguém tinha que beber um gole de cerveja. Claro que as pessoas que estavam bebendo adoraram a idéia! Haha. Também preparei um bingo e um caça-palavras, os quais deu tempo em um dos chás mas não no outro. Também fiz uma “aposta” sobre os dados do nascimento e papéis para os convidados deixarem mensagens para o bebê, ao estilo “cápsula do tempo”. Dessas brincadeiras peguei modelos online, modifiquei, imprimi e cortei para deixar tudo padronizado. Lembrando que os modelos estão disponíveis para download junto do convite, lá no início do post.

Eu pesquisei muito sobre chás e achei um site super completo de onde tirei boas ideias. No Sou Mãe você encontra até receitas e passo a passo para o bolo de fraldas. Recomendo muito o site como um todo, principalmente porque além da sessão de chá de bebê, tem de tudo um pouco para seus filhos! Se você está no início da gravidez, aproveite para se inspirar! Pena que descobri o site depois de já ter várias coisas prontas…
Além, reuni em dois painéis do Pinterest algumas idéias para usar tanto no chá de bebê quanto em qualquer festa. É só clicar nas palavras coloridas para conferir!

Enfim…
Eu achei meus chás muito fofos. Não sei se ficou a minha cara, mas ficou como eu queria! No primeiro, ganhei algumas fotos profissionais da prima do meu marido. Já no segundo, as fotos ficaram bem ruinzinhas porque foram tiradas com celular e sem flash, o que fez com que elas ficassem tremidas. 😦 Sem contar que praticamente esquecemos de tirar fotos com o pessoal. Como eu disse, eu estava cansada! Haha.

Espero que esse post gigantescooooo possa inspirar você a fazer um chá sem surtar! Haha. Eu me organizei com antecedência e congelei todos os doces que fiz. Tem mais de uma maneira de congelar doces e digo: fica bom de qualquer forma! Inclusive, alguns doces achei que ficaram melhores depois de congelados! Só tenha atenção na questão das forminhas. Para congelar é melhor não usar forminhas, ou usar forminhas e saiotes de plástico, pois sem o saiote a forminha de papel “molha” quando o doce sua ao descongelar. Também, as forminhas podem molhar no caso de o próprio pote suar ao descongelar. Se você quiser congelar já nas caixas de papelão, é importantes forrar a caixa com plástico filme e passar o plástico rente aos doces. Senão o papelão deixa entrar a umidade do freezer e o doce não fica legal, não…

😉

Black Weekend Rede Natura

Natura BF

Aproveitando o embalo “Black Friday”, a Rede Natura está prorrogando o prazo de compras com descontos! Clique na imagem e aproveite!

Eu aproveitei para comprar o kit Mamãe e Bebê, o qual eu estava me enrolando para comprar! 😀

Natura bebe 1

Além deste que vale muito a pena, afinal, a bolsa sai por aproximadamente R$30, ainda está na promoção a versão “menor” do kit!

Natura 1

Ainda, as primeiras 25 pessoas que comprarem qualquer item no site podem utilizar o cupom MAMAEBEBE para adicionar 10% de desconto no total da compra! Não perca!

😉

O Segundo Trimestre

STELLA1

Já se passaram mais três meses e eu quase não vi!

O segundo trimestre inclui da 14 a 27 semana, aproximadamente, e é dito como o melhor dos três! Teoricamente, é nessa fase que você não tem enjôos, dores, nem tanta vontade de ir ao banheiro. Comigo não foi bem assim…

Nesse segundo trimestre a barriga cresceu bastante. Principalmente no final! Em cinco semanas, da 22 até a 26, a circunferência da cintura cresceu dez centímetros. DEZ. Infelizmente esse crescimento não passou desapercebido pela balança… Haha! Como eu havia emagrecido no primeiro trimestre, o ganho de peso líquido não foi tão absurdo, mas só nesse segundo trimestre foram quase cinco quilos. Isso se deveu a alguns fatores como a abominável dor nas costas que comentei em post anterior, o que me afastou dos exercícios de qualquer tipo e me aproximou da geladeira… Se deve também à volta da farinha branca em minha vida – pela semana de número 20 surgiu uma loucura por bolos, cucas e pães que não tinha até então – e também, acredito eu, pela diminuição na quantidade de água ingerida. Eu bebo muita água em uma situação apenas: quando estou no computador. Nesse tempo todo que passou, fiquei bastante longe do computador. Assisti muitas séries no período da dor nas costas; trabalhei mais do que gostaria e me estressei mais do que deveria. Isso fez com que tomasse menos água, também.

Passei a ter refluxo nas primeiras semanas desse período, mas não acontece mais. No entanto, desde o final do primeiro trimestre eu tenho formigamentos nas pernas enquanto durmo e acordo com dores, com a sensação de peso nas pernas, o que não é nada agradável! Nas últimas semanas, essa sensação ficou mais forte e eu acordo algumas vezes durante a noite para trocar de posição. Já as idas ao banheiro realmente diminuíram ao longo do segundo trimestre, ao ponto de eu não precisar levantar no meio da madrugada. Mas no final, a frequência das idas ao banheiro voltou a aumentar e agora me levanto ao menos uma vez por noite. Algumas vezes a Stella não me deixa voltar a dormir… Comecei a sentir os movimentos por volta da semana 18. No início eu não sabia se era ela ou algum efeito colateral da comida, sabe? Com o tempo notei que os movimentos eram muito frequêntes… Hehe. Já na semana 21 meu marido começou a sentí-la também. E como se mexia essa menina! Mexeu bastante por algumas semanas e depois foi ficando menos frequente, embora aconteça sempre após as refeições. Na verdade, eu não sei se se tornou menos frequente ou se me acostumei e passei a dar menos atenção, sabe? No início é muita novidade e eu ficava prestando atenção para entender e reconhecer os movimentos. Depois, virou rotina! >.< Mas ela mexia muito por volta das cinco horas da madrugada e antes de dormir, quando ficávamos conversando na cama. Agora ela já pegou o ritmo da mãe e dorme toda a noite! :p
Mas uma coisa muito chata que acontece é que ela mexe exatamente até o momento de eu pegar a câmera para gravar ou alguém colocar a mão na minha barriga. Ela só não pára comigo ou com o Leandro. Acho que a menina é tímida!

Algumas mudanças no corpo que pude notar foram a sensação de peso, principalmente nas pernas, que eu atribuo ao ganho de peso em si, assim como a falta de exercícios; a vontade maior de comer; um certo inchaço com o calor que fez em alguns dias das últimas semanas, o que gerou até queda de pressão; e o cansaço. Subir a rua da minha casa para o mercado me deixa ofegante. Durante um período curto, qualquer caminhada me deixava a sensação de que havia algo pulando sobre minha bexiga. Muito doido! Até a semana 27 não havia inchado nem notado nenhuma estria, mas como “cenas do próximo capítulo”, posso dizer que isso muda (estou na semana 29, agora!).
Uma coisa que não notei foram os tais sonhos estranhos. Ok, os sonhos acontecem e não são super normais, mas na verdade, eles nunca foram! Haha. Já meu sono continua o mesmo. E eu não consigo dormir muito além do de costume e muito menos tirar sonecas…

Emocionalmente esse trimestre foi mais estável, mas tive vários momentos de nervosismo pensando que eu não estou preparada e etc. O legal é que ela sempre mexe quando eu choro. Minha mãe disse que eu fazia a mesma coisa. Sabe como é… Mulheres unidas jamais serão vencidas! Haha. Também foi um período mais cansativo. Me atarefei além do que gostaria no trabalho e agora, no último trimestre, em decorrência de umas coisas que ocorrem no trabalho com as quais eu não concordo, resolvi dar uma pausa. No entanto, a ansiedade continua alta, principalmente após acompanhar as palestras ministradas pela Unimed da minha cidade. As palestras tem o intuito de esclarecer aspectos com relação à gestação e ao recém nascido, mas algumas delas como a palestra que tratava do pré-natal e do parto me deixaram apavorada. O Leandro também saiu apavorado da palestra sobre parto. Embora o médico palestrante fosse muito pró parto normal, a quantidade de coisas que ele e outros médicos dizem ser condição pré-requisito para ter um parto normal é muito extensa. Isso fez com que eu me apavorasse, uma vez que esse é o tipo de parto que espero ter, e começasse a pesquisar melhor sobre o assunto. De acordo com os médicos, somos realmente milagres se não nascemos de cesárea, afinal, tudo leva à um parto cesáreo! Definitivamente não é possível que essa seja a maneira mais “segura” de nascer, senão, a seleção natural já teria dado um jeito nisso! ;p É legal se informar bastante sobre isso, e uma pena que parto normal tenha virado artigo de luxo e atualmente seja um privilégio… Recomendo que assistam tudo que seja possível sobre o assunto, mas não virem radicais, ok? Ainda vivemos num país com liberdades individuais!

Com relação aos preparativos, esse trimestre compramos muitas coisas. Eu aproveitei umas promoções do site enjoei.com.br e comprei várias coisinhas. Algumas usadas, outras nunca usadas e até algumas manchadas! Haha. Mas eu não havia visto isso nas fotos, não. :s O “grosso” do enxoval eu comprei na loja Grão de Gente, online. Já os móveis, eu havia comprado lá no início da gravidez, também online, na Tricae. Finalmente estão montados! Também, mandei fazer um berço acoplável à cama. Minha idéia era não deixar o bebê no meu quarto, mas tanta gente me disse que é impossível não deixar por menor que seja o período… Ok. Cedi! O legal é que o móvel vira um sofazinho para o quarto do bebê depois. Não que eu tenha espaço para ele depois, mas a gente dá um jeito! Haha.
Também, ganhei vários presentes dos mais chegados e não vou nem comentar os presentes das avós, né? Incrível como elas vão à loucura com o primeiro neto! Haha. Ainda assim, ainda faltam algumas peças de tamanho RN e P, mas estou dando prioridade ao tamanho P, porque nunca se sabe, né?! Nasci com 3.300kg e meu marido com 4.200kg. Se for pensar na média de peso… Jesus! Tomara que passe! Hahaha.

Acho que era isso, viu? Três meses é um longo período para se lembrar e, embora eu tenha encontrado um site para se manter um diário online, o babylife.me – o qual agora não consigo acessar! -, eu não tenho escrito nele, não…

😀

Já faz quase um mês…

today

Eu não havia notado quanto tempo havia passado desde o último post! Que loucura!

Fiquei pensando: “Como pode fazer tanto tempo se eu continuo escolhendo links para a semana e pensando em produtos e tirando fotos de produtos…”? Então me ocorreu que eu faço isso, mas não posto nada! Haha.

Como eu já havia comentado no post sobre a gravidez, minha atenção mudou completamente de foco. Eu agora orbito o universo dos bebês, seu enxoval, suas roupas, seus quartos… Porque não bastasse o fato de esperar um bebê ( e tê-lo!) ser algo cheio de novidades, ainda está cheio de algo que geminianos não toleram muito bem: DE-CI-SÕES. EU jamais imaginei que teria tantas dúvidas com as coisas mais simples como qual o tecido ideal para um cobertor? Qual a melhor cor para um edredom? Que decoração fazer? Quadros? Pintar a parede? #jesusapagaaluz
Eu não havia notado quanto tempo essas pequenas decisões estão tomando na minha vida. Ainda, eu não lembrava o quão ansiosa e obsecada eu podia ficar com algo. Quando “trabalhava” com pesquisa eu pirava com coisas que precisava fazer. Não conseguia organizar o dia de maneira a fazer duas coisas, ou três. Uma única tarefa me consumia até estar findada. E o bebê, ou melhor, Stella, trouxe isso de volta para minha vida. Tem tanta coisa para arrumar, tanta fralda para comprar, tantas coisas para “sumirem” de casa antes dela chegar que… Eu fiquei doente! Arrumando espaço para (mais) coisas pela casa, acabei tendo o que parece ser uma contratura muscular nas costas, na região da lombar que sempre foi chata comigo. As coisas mais simples se tornaram impossíveis, como secar o cabelo, por exemplo. Dependendo de como mexo o pescoço, sinto lá na lombar! Uma festa! Como quando se sente dor em um local, desloquei o peso para outras partes do corpo e agora tenho dores no abdômen e joelho. Que beleza! Isso que eu não sou 100% sedentária, hein? Imagina se fosse…

De qualquer forma, o fato de não poder tomar aquele relaxante muscular amigo para acabar com o problema fez com que eu seguisse a recomendação médica e ficasse em repouso. E é o que acontece agora. Com isso, dei atenção para algo além do Pinterest e sites de bebê e vi o abandono total do querido bloguinho, tadinho! Vamos ver se consigo retomar a vida sem ter a Stella como foco total do pensamento e atividades! Hehe.

EU PRECISO, mas é muito difícil ficar realmente parada em casa sabendo de tudo que ainda precisa ser feito na própria casa para que tudo fique pronto… Já se passaram 20 semanas e são apenas mais 20 pela frente! No início parece que nove meses é uma eternidade para se preparar para a mudança mais importante da sua vida, mas quando se está no meio disso, passa rápido. Quer dizer, demora demais quando você pensa que quer conhecer esse novo ser que será parte constante e dominante da sua vida, mas passa rápido quando você tem que organizar de que forma vai conseguir inserir esse novo ser na sua vida! Haha.

A chave é viver um dia de cada vez, mas tcheeeeê, pessoas ansiosas tem muita dificuldade com isso! Acho que em todo esse tempo eu devo ter ficado apenas dois dias sem fazer ou pensar absolutamente nada relacionado ao bebê… Mas vamos tentar, não é?

😉