Gravidez: Descobrindo o Sexo do Bebê

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Sim! O mundo é das mulheres e estou fazendo a minha parte trazendo mais uma delas ao mundo! Haha!

Com 13 semanas eu fiz a ecografia morfológica e o médico disse: “É uma menina”. Gente… Eu fiquei em choque. C-H-O-Q-U-E! Eu tinha certeza que seria um menino. Pedro é o nome do filho que eu teria após minha primeira gravidez ser de uma menina (sim, sempre soube que a primeira seria menina…) e esse é o único nome masculino que tenho na cabeça de 2005. Logo, quando o médico disse “menina” eu não acreditei, até porque eu já havia comprado uma roupinha de menino (quem lembra do macacão LITTLE BROTHER que postei no Instagram?). Na verdade, eu não soube lidar com o fato da minha intuição estar enganada. Assim, eu ignorei o médico e segui a vida, mas já pensando em nomes femininos, os quais não foram meu forte na primeira gravidez e também não seriam nessa segunda.

Na consulta de 17 semanas fizemos nova eco e… MENINA. Ok. Aceitei o fato! Não só aceitei como me dei conta de que coisa maravilhosa seria ter outra menina. Primeiro porque eu já sei como é ser mãe de menina; segundo porque minha filha teria uma amiga para a vida toda (vamos fingir que elas não vão brigar, ok?!); e terceiro porque eu já tenho um monte de roupas e sapatos e brinquedos e acessórios e carrinho e UHUUUUL!!!! Super economia!
A economia só não será maior porque a Victoria (fala-se Vitória mesmo, tá?!) nasce no inverno, o que significa que as roupas terão de ser renovadas, uma vez que as da Stella são de estações trocadas. Além disso, como eu tinha certeza que teria um menino depois da Stella, muitas das roupas de bebê até 18 meses eu doei para as outras meninas da família, ou vendi para brechós para comprar roupas novas. Os 3Rs funcionam por aqui! Maaaaas, quando eu estava para vender os macacões de 18 meses de inverno da Carter’s, minha mãe disse: “E se teu próximo filho for uma menina? É melhor tu aguardar mais um pouco antes de vender…”. Sabedoria de mãe, né, gente!? Hehehe.

A escolha do nome foi uma pequena novela. Precisei apelar para metodologias empregadas por outras amigas, porque meu marido e eu não concordávamos em nome algum. Então minha amiga disse: “Cada um de vocês escreve 10 nomes em um papel e vão, um a um, riscando o nome da lista do outro até sobrar três nomes de cada lado.” E foi o que fizemos. Quando chegamos nesse ponto, eu olhei para um dos nomes da lista dele e disse: OK! Mas como eu escolhi o nome da Stella na escrita em latin para “facilitar” a vida dela ao redor do globo, pensei o mesmo para a Victoria. Assim como seguidamente chamam a Stella de “Estela” e eu não corrijo, Victoria também vai ser chamada de Vitória e segue a vida, sem problemas.

Eu pensei em nomes mais óbvios, como Luna, Lúcia ou Clara, afinal, já tem uma estrela, então vamos seguir pelo mesmo tema :). Mas, achei também que Victoria seria um nome tão forte quanto Stella e assim não ia ter adolescente em crise dizendo “Por que o nome dela tem um significado mais legal que o meu?”. Sabe adolescente, né? Bem assim…

Resumindo: Stella terá uma irmã chamada Victoria.

🙂

 

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Gravidez: O Primeiro Trimestre (de novo!)

 

Primeiro Trimestre Gravidez | Não Nasci Diva

Eu não sei se alguém sabe, mas eu estou grávida! Quem me acompanha no Instagram sabe e sabe faz tempo! Hehe.

Hoje, estou com 23 semanas, MAS, vim falar de como foi meu PRIMEIRO TRIMESTRE, porque foi um tanto diferente da gravidez anterior…

Descobri a gravidez em 15 de novembro. No mesmo momento eu parei a dieta cetogênica e passei a comer frutas e legumes sem restrição. Gente… Foi como abrir a caixa de pandora, mas deixa pra lá por agora! E confesso que fiquei triste. Não porque não estava esperando, mas porque eu ainda tinha muito a emagrecer para chegar no peso que eu gostaria. Mas quando estamos gerando outro ser humano, nosso querer passa a não ser a coisa mais importante do mundo, não é?

Diga “OLÁ” para o novo bebê:

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Logo no final de novembro fui atropelada pelas dores de cabeça e náusea. Não eram enjôos, mas náusea. E isso durou até fevereiro! Passava as tardes deitada, as vezes assistindo algum seriado ou mesmo só em silêncio, de tanta dor de cabeça. Não tinha vontade para nada, menos ainda de comer, principalmente os alimentos que eu estava acostumada, como ovos, carnes gordurosas, castanhas. Eu fiquei totalmente perdida com a mudança no paladar e comia muitas frutas e salada de frutas, que parecia ser o que não me fazia sentir pior. Não consegui mais dançar, pois cada passo da dança fazia minha cabeça latejar. Mas quando caía a noite, tudo mudava! Minha animação voltava e com ela uma fome avassaladora e tudo que eu queria era uma pizza ou um hambúrguer. E eu comia! CO-MI-A!

No dia 24 de dezembro eu passei muito mal. Passei a manhã fazendo a ceia e ali pelas 14h eu comecei a colocar até água para fora! Nunca havia vomitado água, então fomos para a emergência onde tomei soro até as 22h daquela noite, quando senti fome. Super animado o meu Natal! Mal consegui provar minha própria comida! Hahah. A saber, parece que o mal estar foi causado pelo frango com molho vermelho que comi no almoço, pois foi feito com a pele e ficou bem gorduroso, como toda minha comida na dieta cetogênica!!! Mas o que eu não sabia é que no primeiro trimestre a gestante tem baixa tolerância aos alimentos gordurosos… O que fez sentido com o fato de eu querer comer muito mais carboidratos do que gordura desde o início da gravidez.

No início de janeiro eu procurei uma nutricionista e eu já havia engordado quase três quilos, o que não é novidade para quem sai de uma dieta cetogênica. Mas como ainda estava com náuseas e dor de cabeça, parecia que tudo seria muito tranquilo. A nutri até permitiu pão integral e tal, afinal, estava quase no final do primeiro trimestre. Mas os sintomas do dito cujo se estendeu até quase o fim de fevereiro! Gente… Perdi o controle total! Parece que uma vez que o trigo entra na sua vida, ele nunca mais sai! Ignorei a nutri e passei a comer biscoito de água e sal e fazer a festa nas padarias, porque era o que meu corpo parecia pedir. Teve um dia que passei tão mal que comi mingau de amido de milho e biscoito de água e sal o dia todo. Fui para as férias com um quilo além do que já havia ganhado…

Meu cérebro (ou minha falta de vergonha) criou uma explicação científica para a vontade de comer carboidratos: no tempo das cavernas deveria ser importante engordar durante a gravidez para ter certeza que você teria recursos suficiente para alimentar seu bebê, uma vez que ele poderia nascer no inverno ou em um tempo de escassez de recursos. Faz sentido? Eu acho que faz! Então até hoje, quando engravidamos temos vontade de comer coisas que engordam, o que nos dias de hoje é praticamente tudo! Hahahah.

Eu confesso que, por ser a segunda gravidez, não li nada sobre o assunto até surgirem sintomas que eu não havia tido na primeira. Na gravidez da Stella eu tive muita dor de cabeça, mas apenas no primeiro mês. Já dessa vez, eu não conseguia fazer nada e ter uma criança de três anos ao redor não ajudou nenhum pouco! Além de sentir mal-estar físico, eu me senti muito culpada por não poder brincar e estar disponível para ela como havia sido até então, e vi o quanto isso é um prelúdio para o que há de acontecer com a chegada de uma nova criança. Eu sei que é assim, sempre foi assim e provavelmente sempre será. Mas não significa que nosso coração de mãe não sofra por ver que já estamos tendo de negar atenção ao, até então, único filho que temos/tínhamos. Mas faz parte do aprendizado e preparo de toda a família.

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🙂

Beleza na Gravidez: Pode ou Não Pode?

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Quando engravidamos, mesmo que com um bom planejamento, surgem milhões de dúvidas e preocupações na nossa cabeça. Para mim, uma delas foi: “O que posso continuar usando do meu arsenal de cremes para pele?”

Pois bem. Minha tática foi simples: parei de usar tudo! Haha. Ok. não tudo, mas quase. Você pode conferir os produtos no post sobre cuidados de pele na gravidez.

O post sobre o peeling de cristal da Mary Kay é, de longe, meu post mais acessado. Como sempre recebo perguntas se ele é seguro para usar na gestação, resolvi escrever um pouco sobre ingredientes seguros ou não para uso nesse período. As informações foram obtidas em posts internacionais, em especial esse e esse. Nem todos os componentes tem unanimidade entre médicos devido a falta de estudos. Por via das dúvidas, eu prefiro não usar.

Os componentes mais citados são:

  1. Ácido Retinóico/ Vitamina A: associado a má formação congênita.
  2. Acido Cítrico, Salicílico e Glicólico: embora alguns médicos sejam contra, esses ácidos podem ser utilizados em baixa dosagem, segundo estudos realizados até o ano de 2012.
  3. Ácido Lático: considerado seguro em estudos feitos com animais, mas não há estudos feitos em humanos.
  4. Diidroxiacetona (DHA): presente em autobronzeadores. Não existe consenso sobre o componente. alguns médicos permitem, outros não.
  5.  Ácido kójico: ingrediente de origem natural utilizado em despigmentação, ou seja, clareadores. Não existe estudos que comprovem sua segurança.
  6. Ácido hialurônico: também existe debate entre os especialistas no assunto, mas é considerado seguro por muitos devido ao tamanho da molécula. Inclusive, encontrei até um médico que afirma que é um aliado da beleza na gestação devido ao seu grande poder hidratante. Eu fiquei surpresa pois em uma palestra, um médico afirmou que o alto nível desse ácido no organismo faria com que a bolsa amniótica rompesse, mas não encontrei essa informação em lugar algum… Eu tenho produtos com o ingrediente e deixei de usá-los na gestação, mas agora fiquei confusa!
  7. Vitamina C: utilizado como clareador, não encontrei contra-indicação. Pelo contrário. O mesmo médico que afirma que ácido hialurônico é um aliado, inclui a Vitamina C na sua lista!
  8. Parabenos: estudos indicam que parabenos podem interferir no sistema hormonal, logo, não são indicados de forma alguma, principalmente nesse momento em que os hormônios atuam de maneira peculiar…
  9. Tolueno: associado a problemas de ordem neuronal e celular.
  10. Formaldeído: associado a problemas reprodutivos e de desenvolvimento, além de câncer.
  11. Oxibenzeno: associado a problemas de desenvolvimento e interferência no sistema hormonal.

😉

P.S.: Mais sobre gravidez? Pele, Cabelos e Corpo; O Primeiro Trimestre.

Revisitando: Kit Microdermoabrasão TimeWise, Mary Kay

Desde que escrevi o post Kit Microdermoabrasão TimeWise – Mary Kay, há quase dois anos, ele tem sido o mais visitado e mais comentado do blog. Eu já não trabalho mais com a marca, mas até hoje respondo perguntas sobre o produto. Com isso, resolvi compilar nesse novo post as perguntas mais frequentes até o momento. Para ver o post original, clique aqui! 🙂

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  1. Posso usar todos os dias?
    Não, o kit “microdermo” não é de uso diário. Ele é um dermoabrasivo, ou seja, um produto que retira as células mortas da pele e age profundamente até a derme. O uso diário pode, então, sensibilizar a pele pois a deixará exposta ao ambiente sem proteção natural. O recomendado é de duas vezes na semana, mas há quem faça três e há quem, como eu, faça uma por ter a pele mais sensível.
  2. O produto também serve para clarear marcas de espinhas?
    O produto não é um clareador em específico, para tal a Mary Kay tem produtos como o Even Complexion. No entanto, da mesma forma que ocorre com qualquer outro peeling, incluindo os químicos, a constante renovação celular ameniza as marcas e manchas menos profundas da pele. Como diz a descrição do produto:
    “Reduz a aparência dos poros, pois efetivamente remove as células mortas que se formam naturalmente dentro e ao redor de cada poro.” Da mesma maneira, ele remove as demais células mortas do rosto e acaba por, aos poucos, diminuindo a extensão das marcas.
    Ele só não é indicado para quem está sofrendo com acne grau 2 ou mais no momento, ou seja, quando as espinhas estão inflamadas, com pus aparente, pois a fricção pode espalhar a inflamação e causar dor.
    As ressalvas do produto são:
    “Não use em combinação com nenhum outro produto esfoliante, incluindo aqueles que contem Retinol, Ácido Glicólico, Ácido Láctico, esfoliantes químicos, e/ou medicamentos para acne. Não aplique sobre áreas irritadas ou sensíveis.”
  3. Sendo um produto anti-idade, ele contém ácido?
    Não. O produto funciona  partir da remoção das camadas mais superficiais da pele, penetrando até a derme, tratando com os compostos anti-idade da linha TimeWise. Você aplica na pele limpa e molhada e faz movimentos circulares, concentrando-se onde você tem mais “problemas” na pele, como irregularidades, poros dilatados e etc. Os principais pontos positivos são exatamente o fato de não ter ácido, o que não impossibilita que você pegue sol, além de ser um produto com um custo benefício incrível.
  4. Como gestante, posso utilizar o produto?
    Sim, no entanto, não é indicado o uso do produto por gestantes devido à sensibilidade que normalmente ocorre no período da gravidez. Segundo esteticista, o produto não tem componentes químicos que sejam contra-indicados, mas acaba sendo “muito forte” devido aos componentes físicos, que fazem o peeling em si, e pode deixar irritada a pele sensibilizada devido a grande quantidade de sangue fluindo. O produto não contém ácidos, mas contém parabenos, que são considerados os vilões do momento.
    Eu sugiro que você pergunte ao seu médico.
  5. Qual a composição do produto?
    Passo 1: ÁGUA, ALUMINA, BUTILENO GLICOL, CICLOPENTAS-SILOXANO, POLIISOBUTENO HIDROGENADO, GLICERINA, MIRISTATO DE MIRISTILA, ESTEARATO DE GLICERILA, CICLOHEXASSILOXANO, ESTEARATO DE PEG-100, DIMETICONA, ÁLCOOL CETEARÍLICO, ÁLCOOL CETÍLICO, PROPILENO GLICOL, CAFEÍNA, ÁLCOOL BENZÍLICO, ESTEARET-20, ESTEARATO DE SÓDIO, ESTEARATO DE POTÁSSIO, TRIETANOLAMINA, LAURATO DE MIRISTILA, DIAZOLIDINIL URÉIA, EDTA DISSÓDICO, POLISSORBATO 60, CARBÔMERO, DIÓXIDO DE TITÂNIO (CI 77891), METILPARABENO, CICLOTETRASSILOXANO, PROPILPARABENO.
    Passo 2: ÁGUA, GLICERET-26, ISODODECANO, DIMETICONA, PROPILENO GLICOL, GLICERINA, MICA(CI 77019), POLIACRILAMIDA, NITRETO DE BORO, DIÓXIDO DE TITÂNIO(CI 77891), ISOPARAFINA C13-14, TRIETANOLAMINA, PANTENOL, DMDM HIDANTOÍNA, EDTA DISSÓDICO, LAURATO DE PEG-4, ALANTOÍNA, CARBÔMERO, LAURET-7, EXTRATO DA FOLHA DE CAMELLIA SINENSIS, POLIACRILATO DE GLICERILA, FENOXIE-TANOL, ACETATO DE TOCOFERILA, BUTILCARBAMATO DE IODOPROPINILA, METILPARABENO, CICLOPENTAS-SILOXANO, ÁCIDO ASCÓRBICO, CICLOHEXAS-SILOXANO, PEG-75, PEG-150, EXT. VIOLETA 2, PEG-8, CETIL DIMETICONA, PROPILPARABENO, CI 17200.

😉

P.S.: Mais Mary Kay? Kit Mãos de Seda, Base Líquida TimeWise.
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Pele, Cabelos e Corpo na Gravidez e Pós Parto

Gravidez

Se tem uma coisa que eu muito ouvi no início da gravidez foi sobre as mudanças que ocorreriam. Cada mulher me dizia uma coisa: “Gravidez de menina te deixa feia.”; “Gravidez de menina te deixa linda.”; “Sua pele vai ficar horrível.”; “Seu cabelo vai ficar incrível.”. Pois bem. É minha vez de dizer o que aconteceu de verdade!

Logo que engravidei, notei algumas mudanças, mas foi no segundo e terceiro mês que elas se consolidaram. Minha pele e meu cabelo deixaram de ser oleosos. Foi o milagre do milênio! Eu cheguei a trocar de produtos de limpeza e hidratação. Passei a utilizar solução micelar (La Roche-Posay) para limpar a pele e hidratante para pele seca (Hydra+, ROC). Eu cheguei a usar Bepantol no nariz e no queixo em alguns momentos do inverno, algo completamente novo para mim! No entanto, em dois momentos eu tive espinhas: no terceiro e sétimo mês de gestação. Além dos produtos citados, eu utilizei o Kit Microdermoabrasão da Mary Kay durante toda a gestação, pois pesquisei ao máximo e não achei nenhuma contra-indicação do produto. A questão do uso dele na gestação é restrita ao fato de ser um produto de atrito, que pode machucar a pele sensível. No entanto, eu passei a fazer bem menos fricção na aplicação. Não tive problema nenhum com o produto em todo esse período.

Meu cabelo também deixou de ser oleoso e eu passei a lavá-lo de duas a no máximo três vezes na semana. Normalmente eu lavava duas vezes na semana e, se preciso, usava shampoo a seco por um dia. No entanto, no segundo/terceiro mês de gestação meu cabelo ficou estranho, parecia que estava sempre com resíduo, como se não conseguisse tirar completamente o condicionador no banho. Já com relação ao ressecamento do cabelo, senti maior necessidade de utilizar óleos finalizadores após secar com secador.

Na pele do corpo eu passei a usar exclusivamente óleo de amêndoa extra virgem, principalmente na barriga. Eu não senti a pele do corpo ressecada então passava óleo nas pernas e braços apenas uma a duas vezes na semana, mas na barriga e nos seios a aplicação era diária e concentrada. No entanto, quando o sétimo mês chegou trouxe com ele algumas estrias. Fiquei chateada, mas sabia que era possível, não é? Passei, então, a utilizar também o creme Luciara, da Bayer, específico para gestantes e estrias. No entanto, foi em vão. O creme não só não preveniu mas também não amenizou, e a embalagem diz fazer ambos. No final da gestação, minha barriga que tanto lambuzei com óleo e creme, ficou completamente marcada de estrias grossas, vermelhas e doloridas. Dá para criar uma linguagem totalmente nova baseada nas marcas na minha pele! >.< Eu sempre tive tendência a estrias, mas imaginava que as estrias já adquiridas na adolescência eram devido a falta de cuidados com a pele, mas pelo jeito o estrago acontece cuidando ou não. É uma questão de pele mesmo! Minha barriga cresceu mesmo a partir da metade da gestação, e no último trimestre cresceu seis centímetros em largura (ao redor da cintura) e sete em “profundidade” (medindo o crescimento do útero em si). É bastante coisa…

Já no pós parto, exatamente uma semana depois de ter o bebê, meu rosto explodiu com “espinhas internas” por todos os lados. Sabe aquelas espinhas que não eclodem mas ficam por dentro da pele, só fazendo volume? Exatamente essas. Na testa, queixo, bochechas e até pescoço. Só o nariz se salvou! Como a amamentação impede o uso dos mesmos produtos que não se pode usar na gravidez, apenas estou lavando o rosto com o Gel de limpeza 3 em 1 para pele oleosa da Mary Kay, com uso eventual do hidratante e spray de vitamina C da The Body Shop.
O cabelo ainda não voltou a ser oleoso e espero que nunca mais volte! 😀 No entanto, por via das dúvidas, cortei o cabelo um dia antes do parto. Ainda bem que deu tempo! Só não deu tempo de fazer as unhas para esperar ela chegar… >.<
Na pele, as estrias continuam vermelhas e ardendo bastante. Agora uso, além do óleo, o hidratante corporal TimeWise da Mary Kay. Já li por aí que é bom usar o Kit Microdermoabrasão nas estrias, mas como meu abdômen ainda dói da cirurgia, acho melhor esperar um pouco para poder fazer pressão no local…

Na gravidez eu tinha um limite de ganho de peso estabelecido: sete quilos. Tudo parecia muito favorável a me manter dentro do limite, mas os últimos meses são realmente complicados tanto fisicamente, pois os exercícios são bem limitados, quanto emocionalmente, e a comida venceu minha força de vontade. Eu não sei quantos quilos ganhei porque não me pesei na semana que ganhei o bebê, mas pelo menos onze quilos eu sei que engordei. No entanto, uma semana depois do nascimento eu já tinha perdido quase tudo que ganhei, faltando apenas dois quilos. Mais uma semana e eu estava de volta ao peso que tinha quando engravidei. Claro, isso sem fazer dieta, embora as “porcarias” estão sendo consumidas em nível mínimo, ou exercícios. Essa foi a perda natural do que realmente saiu com o nascimento mais o que provavelmente se perde amamentando, comendo e dormindo mal, como todo início de vida com um recém nascido…
Eu sinto falta de acordar e fazer os alongamentos e até os exercícios para o parto que eu fazia até algumas semanas atrás. Mas ainda é complicado acordar e não pensar em qualquer outra coisa se não pegar o bebê e amamentar. Lavar o rosto? Fazer xixi? Isso fica pra depois. Tudo fica pra depois! A prioridade é automaticamente ela… Inclusive, escrever os últimos três posts foi uma odisséia de muitos dias, porque os intervalos de folga são muito pequenos. Ainda existe um mundo novo com o qual é preciso me acostumar! 😀

Moral da história: cada organismo é único! O que aconteceu com sua mãe não necessariamente vai acontecer com você. É interessante pesquisar e se informar, mas é importante entender que as experiências são únicas e não se prender ao que aconteceu com outra pessoa…

😉

P.S.: Mais sobre gravidez? O Segundo TrimestreO Primeiro Trimestre.

Relato de Pós Parto: Internação

Como relatado no post anterior, quando cheguei no Hospital Mãe de Deus  em Porto Alegre, RS, para dar a luz, fiquei desapontada com o tratamento na maternidade. Eu não tinha contato prévio com hospital, mas achei de estrema frieza a lida do staff. Antes, eu havia visitado a maternidade, conhecido parte das instalações e tirado dúvidas. No entanto, porque a maternidade estava lotada, não conheci a sala de parto em si, mas me asseguraram que teria acesso a facilitadores como a bola de pilates, a banqueta de parto e etc. Como já disse, não foi assim que aconteceu… Como não tive a experiência completa de um parto natural, me cabe falar dos aspectos pós cirúrgicos do hospital.

Depois da cirurgia, me levaram para a sala de recuperação. Uma sala com várias cortinas, cada uma delimitando um “box”. Fiquei lá sozinha, sem poder me mexer e finalmente caiu a ficha de que minha filha tinha nascido, eu tinha passado horas em trabalho de parto e recém feito meu primeiro procedimento cirúrgico. Chorei com a realização de tudo que tinha acontecido e embora tenha durado horas, o quão rápido pareceu. De repente meu marido chega com a Stella para mostrar aos avós “na janela” da maternidade, que dá para a sala de espera. Quando retornou, a enfermeira mandou ele se trocar e enquanto ele estava fora, ela colocou a Stella no meu peito para mamar. Esse foi o momento mais desesperador da minha noite. Me colocaram um bebê nos braços, no peito, mas eu estava completamente deitada e não conseguia me mexer para acomodar o bebê no seio. Foi horrível e até agora me emociono com o sentimento de impotência de ter aquela coisinha nos meus braços e não conseguir fazer nada do que parece instintivo. Eu chamei a enfermeira porque achei que o bebê estava sufocando. Pedi para ela erguer a cabeceira da cama para eu poder lidar melhor com ela, mas a enfermeira disse que não podia porque eu teria dores de cabeça e tirou ela de mim. Fiquei muito agoniada. É a coisa mais cretina do mundo colocar um bebê ao lado de uma pessoa que quer, mas não consegue se mexer o suficiente para lidar com ele. Meu marido então chegou e ficou com a Stella enquanto eu só podia olhar. Eu odiei o fato de ter dado a luz um bebê o qual não consegui segurar junto de mim quando nasceu, nem amamentar, cheirar, examinar, entender que era meu. Ficamos na sala de recuperação por muitas horas além do que deveria. Eram tantas cesarianas marcadas naquela noite, que não tinha staff para liberar as pessoas da recuperação para o quarto. Foi um tremendo desrespeito. A sala de recuperação é uma bagunça onde você não consegue descansar porque as pessoas conversam, os bebês choram e a cada momento entra um novo pai emocionado com um novo bebê para mostrar na janela e você escuta as pessoas gritando no lado de fora. Não dá para se recuperar de nada nesse ambiente! E quando um bebê chora, os outros acompanham. Meu marido tinha ido comer algo, pois também estava sem comer há quase 24 horas, como eu, e fiquei sozinha. Então, um bebê começou a chorar e a Stella começou a chorar também. Chamei a enfermeira para me entregar ela e a enfermeira resolveu levar ela para tomar complemento no copinho para se acalmar. Quase surtei! Pedi que não levasse porque eu não queria dar complemento, mas a enfermeira nem me respondeu. Fiquei ligando pro meu marido, chorando, me sentindo um ser inútil por ter uma filha e não conseguir impedir que levassem ela de mim. Achei um absurdo a enfermeira dar complemento pra uma criança que nasceu há duas horas, sendo que um bebê pode ficar três dias sem comer e não morrer de fome! Quando meu marido chegou foi direto ver o que a enfermeira estava fazendo, mas ela já tinha dado o complemento e estava colocando mil roupas na criança, pois a sala estava gelada e a roupa que ela estava foi planejada para uma temperatura amena, como me disseram que seria na maternidade. Depois de a criança ser vestida com dois macacões, meias, luvas e toca, a enfermeira resolveu desligar o ar e minha filha, então, passou calor. Ficamos seis horas na sala de recuperação. O previsto eram três. Depois de 24 horas acordados, cansados, depois de um dia como aquele, ainda tivemos que esperar devido a falta de organização do hospital. Além disso, quando íamos para o quarto meu marido descobriu que a central da internação não tinha passado para a sala de recuperação a informação de que ficaríamos num quarto privativo, então quase fomos para um quarto semi-privativo, onde não tem lugar para o acompanhante. Realmente um desrespeito.
Quando finalmente fomos para o quarto, às 2:30h da madrugada do dia 27/01, a enfermeira me disse que eu precisava tomar banho. Sim. Tomar banho. Segundo ela, já fazia seis horas da cirurgia e eu precisava caminhar e tomar banho por causa da anestesia. Eu não conseguia manter meus olhos abertos, concatenar palavras pra que saíssem de forma coerente da minha boca, e a criatura queria que eu levantasse e tomasse um banho. Parecia piada. Eu consegui levantar, mas não conseguia me mexer e ela dizia: “Mas tu precisa tomar um banho!”. Eu disse que se eu me mexesse iria cair de cansaço, porque eu não estava nem enxergando direito. Ela então disse que era melhor não e me deitou de novo. No outro dia, contei o episódio ao médico que disse que aquilo era o mais completo absurdo. Que eu não deveria nem poderia tomar banho antes de passadas 12 horas da cirurgia. Passado isso, eu achei que teria paz, mas ainda veio uma enfermeira falar sobre amamentação e como evitar quedas e outras para me dar remédio intravenoso naquele acesso que me causava dor e preocupação porque parava dependendo de como eu mexia o braço. Quando finalmente pudemos descansar os três, sempre havia alguém entrando no quarto para uma coisa ou outra. E assim foi durante as 48h de estadia no hospital. Além disso, Não tinham deixado lençol ou toalha para meu marido. E ele ainda dormiu sem travesseiro.

Nesse momento eu já podia ingerir líquidos, então pude beber água. Me deram também um suco industrial de maçã. Para meu marido, nada. Graças ao plano de saúde, ele tinha vouchers para usar no restaurante dos acompanhantes por dois dos três dias previstos de internação. Na manhã seguinte, às sete horas já tinha gente no quarto, ministrando remédios, mexendo na Stella, limpando. Uma alegria para quem tinha conseguido dormir às 03:00h. E como dormir com o desconforto de uma cirurgia? E uma sonda? E um bebê que você olha a cada mudança na respiração? E seu marido, que você chama para que lhe entregue o bebê ou coloque o bebê de volta no berço? É muita coisa!

A comida do hospital é exatamente isso: comida de hospital. Durante as 48h de internação o que mais aproveitei foi o café da manhã e da tarde, porque a comida em si me dava repulsa. Eu achei estranho servirem café na maternidade, considerando que cafeína agita o bebê, mas como não existe mais berçário, azar o seu né?!

O tempo que fiquei no hospital foi mesmo ruim. A única coisa legal foi que lhe dão uma lata com shampoo, loção e lencinhos da Johnson’s e um kit da Life com Bepantol Baby, uma pomada para cicatrização e um mini pacote de fraldas. Além disso, você recebe dez fraldas Pampers RN e um pacote de absorvente noturno. Só. Quando o médico me liberou com um dia de antecedência, eu fiquei feliz mas receosa, afinal, ir pra casa nesse estado pós cirúrgico com um bebê novo me deu medo. Mas tirando o remédio na veia, nada no hospital podia ser vantajoso em relação a minha casa. Não houve descanso no hospital. Cheguei às 12:30h do dia 26/01 e saí às 19h do dia 28/01, mas na minha cabeça ainda era dia 25/01, pois eu fui dormir na noite do dia 25 e tudo aconteceu sem parar até ali. Foi em casa que eu notei que já haviam se passado dias.

Com minha experiência, eu sugiro que você possa conhecer os hospitais disponíveis o mais rápido possível. Eu havia lido que o Mãe de Deus era preparado para parto humanizado, mas não é verdade. Nem a estrutura nem o staff tem qualquer noção de parto humanizado. Quando eu disse para a enfermeira que não queria ficar ligada na máquina de monitoramento fetal, ela disse que eu teria que assinar um termo de responsabilidade que dizia que não permiti que elas fizessem o trabalho dela. PQP, né?! Como é que meu médico não me fez ficar amarrada naquilo? E outra, embora eu tenha escrito um Plano de Parto, assim como meu próprio médico, nenhuma enfermeira quis sequer olhar o meu Plano, ou seja, ninguém liga pra você. Você é um problema que tem que ser resolvido e, de preferência, logo.

Com relação ao seu filho, não importa que tenha um nome. Será tratado como RN de FULANA durante toda a internação. Quando entram no quarto perguntam o nome, ninguém lê a placa na porta…

Se você está grávida ou pretende ficar, estude e se informe. Se informe sobre os tipos de parto, sobre o pós parto, sobre a maternidade e a internação. Infelizmente Porto Alegre não tem muita referência em parto humanizado e eu ouvi dizer que o melhor hospital nesse aspecto é o Conceição, o qual atende SUS. Além disso, a encantadora idéia de ter um parto cirúrgico para evitar as dores das contrações é realmente bonito na teoria, pois tenho certeza que é muito melhor você sair caminhando da sala de parto, com seu bebê nos braços, do que passar a próxima semana sem conseguir se mexer de forma natural e sem conseguir cuidar do seu bebê.

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