Utensílios Importados para Introdução Alimentar do Bebê: vale ou não vale a pena?

Chegou a hora da Introdução Alimentar do bebê e você está ficando louca com as ínumeras opções de ítens nacionais e importados disponíveis para comprar?

Você é do tipo que pesquisa, pesquisa e pesquisa mais um pouco antes de comprar algum item pro seu bebê? Eu também! Você é do tipo que acha tudo frescura, mas quando o assunto é o bebê compra tudo que é frescura? Eu também! Haha!

Eu confesso que estava com medo da introdução alimentar. Stella teve cólicas severas e muitos gases até os seis meses de idade e eu só pensava que não poderia melhorar com comida de verdade, afinal, nós mesmos sofremos com isso a vida toda, certo? Pois bem. Eis que a menina tinha cinco meses e eu não tinha sequer uma colher de plástico em casa. Foi então que tive a oportunidade de fazer algumas compras dos Estados Unidos. (Abençoada seja a pessoa que trouxe uma caixa inteira com itens de alimentação para mim… A caixa era maior que a mala, gente! Que vergonha… #amoreterno)

Pesquisei a cada soneca da Stella, por dias, e acabei aproveitando várias promoções do site do Walmart americano e outro, e comprei tanta coisa, que vou guardar até para o segundo o filho! Sério, porque tem colheres que não usei e nem vou, porque a Stella agora quer garfo…

Escolhi fazer uma introdução alimentar mista, com BLW e papinha convencional.

O primeiro item que usei foi uma espécie de… alimentador?! É assim que chamam…

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Se coloca a fruta no compartimento de silicone e ela sai pelos furinhos a medida que o bebê chupa.
Comprei esse item porque tinha medo que ela engasgasse com o BLW, o que aconteceu muito, mas nunca a ponto de ter de fazer a manobra de Heimlich. Muito legal o item, mas não usei quase nada, porque logo a quantidade que ele suporta fica pequena demais pro apetite do bebê.

Abaixo estão alguns itens que deram super certo e gostei bastante.

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  1. Potinhos para a papinha Oxo Tot: Adorei esses potinhos! Fazia a papinha e colocava nos potinhos e direto no freezer. O fechamento da tampa é com silicone, o que assegura nenhuma entrada de ar ou vazamento. Na hora de descongelar é só tirar a tampa e colocar no microondas. O legal é que o pote tem gradação em ml, então você consegue saber quanto o bebê comeu. O chato é que a quantidade é pequena e logo fica pouco para o apetite do bebê. Esse não encontrei no Brasil, apenas um parecido.
  2. Prato Colorido Munchkin: O prato faz parte de um conjunto de cinco pratos que combinam com os bowls. Assim como todos que mencionei até agora, podem ir à lava-louças, freezer e microondas. Os pratos comecei a usar há pouco tempo e a capacidade rasa é a mesma do bowl, com a vantagem de poder separar bem os alimentos.
  3. Tigela Colorida Munchkin: Esse faz parte de um jogo com cinco bowls e esses eu uso muito. Foi o que mais usei até agora, porque as minhas papinhas sempre foram pastosas e, mesmo quando dava os alimentos separados, o pode é grande o suficiente para manter os alimentos separados. Esse deve ter capacidade de 300ml e é super prático.
  4. Tigela empilhável com Tampa Munchkin: Esse pote faz parte de um jogo de quatro potes com tampa e duas colheres. Nunca cheguei perto das colheres (eu disse que tinha comprado muita coisa…). Os potes tem cerca de 200ml cada e a tampa veda super bem. Nunca tive problemas de vazamento com eles!
  5. Colher Infantil Munchkin: Essa sim! Essa é a mais usada aqui em casa. Ela pega a maior quantidade de comida dentre as colheres de bebê que tenho, é macia o suficiente para não machucar, é bastante ergonômica e aguenta muitas mordidas! Ela faz parte de um jogo de seis colheres.
  6. Copo 360 Treinamento Antivazamento Munchkin: Gostei muito do conceito desse copo. Não conhecia, mas hoje sei que a Avent também tem sua versão. Eu achei muito legal porque, diferente dos copos de transição clássicos, esse não tem bico e o líquido sai quando a criança chupa. No entanto, a marca afirma que ele não vaza, mas não é o que acontece por aqui. Sem contar que quando a Stella deixa cair ou joga no chão, sai “bastante” líquido, o que é nada comparado aos copos de treinamento comuns.
  7. Pote Térmico Thermos Foogo: #muitoamor por esse pote. Primeiro porque não tinha pensado em um pote térmico como esse e, segundo, porque ele funciona muito bem e mantém a comida quente por muitas horas. Não achei nada equivalente por aqui, e o mais perto que encontrei foi o da $$Skip Hop (Haha!), mas li que não é tão bom quanto esse da Thermos.

Outro item muito bom que usei e uso bastante é uma forma de silicone para papinha. Até alguns meses atrás eu cozinhava os vegetais, amassava, colocava na forminha (30ml cada quadradinho) e congelava. Quando congelado eu tirava e estocava em saquinhos do tipo zip-lock. Era muito prático, pois na hora de comer era só pegar um ou dois quadradinhos de cada tipo e colocar no microondas. Hoje uso para fazer picolés, congelar caldos e coisas do tipo, visto que a Stella já come comida em pedaços.

Agora vamos ver alguns itens que não usei o quanto gostaria? Siiiiim!

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  1. Colher Lift Munchkin: Aí está outro item que achei super inteligente, afinal, uma colher que não toca a mesa é muito mais higiênica do que as outras. No entanto, a quantidade de comida que ela comporta é muito pequena e logo a gente se cansa de tantas idas e vindas.
  2. Colher de Silicone Munchkin: Essa eu li maravilhas. Comprei o jogo com duas e durante um tempo foi só com elas que a Stella comeu. Acho que vale sim a pena no início, pois realmente não tem chance do bebê se machucar. Além disso, ela pode ser usada como mordedor! Haha. Mas ela carrega uma quantidade de comida que logo fica pequena para o apetite do bebê.
  3. Tigela com ventosa Munchkin: Outra coisa que achei genial! Imagina que demais um pote que gruda na mesa e o bebê não pode derrubar? Pois bem. Além do fato de que o pote ficando na mesa não impede da comida ir para o chão, a ventosa não gruda como deveria, ou melhor, gruda, mas desgruda. Testei na superfície plástica do cadeirão e na mesa de vidro. Em ambas ele fica grudado até soltar repentinamente, sozinho, sem razão alguma. Simplesmente PUFF. Solta! No entanto, eu uso assim mesmo, apenas fico conferindo se ainda está grudado…
  4. Prato Térmico Momma Lansinoh: Comprei esse prato por achar muito boa a idéia de poder colocar água quente para manter a comida morna. Assim que fui usar me dei conta que eu havia esquecido de um grande invento do século XX: o microondas. Não existe necessidade de um prato de água quente quando se tem um microondas, não é? Mas lembro que comprei também por achar muito legal o fato de ter a base emborrachada. Embora ele possa também ir ao microondas, como ele é maior que os demais pratos que iuso, como o da Munchkin, ele acaba ficando de lado.

Por fim, o Copo Momma Lansinoh: Super bem bolada a idéia de um copo redondo, ao estilo João Bobo, que não toca a mesa, chão, o que for. E é mesmo! Ele também tem canudo retrátil e não vaza. Eu uso muito porque tem uma capacidade boa e comporta bastante líquido. Só que ele toca o chão, sim. Quando o canudo está de pé, que é quando o bebê está com ele para beber, ele vira o suficiente para o canudo tocar o chão. Também, embora não vaze, algumas vezes o ar fica preso no canudo e quando a gente mexe, a bolha sai e traz líquido junto. Ah, e tem que sugar com bastante força para sair líquido…

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Como eu disse, eu comprei muita coisa. Tem coisas que recém comecei a usar, como o o Pote Porta Biscoitinho, da Munchkin, que o bebê tem que por a mão dentro para pegar o lanche e quando puxa, o lanche que está “demais” fica retido no pote. A Stella consegue por a mão, demorou um pouco pra entender que tem que por a mão fechada pra conseguir pegar o que tem dentro, mas já está craque!

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Ah, para entender o que eu falei das colheres, dá uma olhada na diferença entre elas:

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Embora o tamanho da cabeça da colher pareça o mesmo em todas, a profundidade difere.

[Você pode encontrar a maioria desses produtos no e-comerce do Walmart, Baby, Tricae e Bebê Store!]

O que eu posso dizer de tudo isso que comprei “da gringa”? Que é muita frescura para uma criança que quer mesmo jogar tudo no chão! Ela adora o talher de metal que faz barulho e eu acabo dando comida em prato comum porque esse ela não tem força de jogar no chão e, para andar de um lado pro outro, eu levo água na mamadeira, porque é a única coisa que não vaza nenhum pouco e cabe no “porta-mamadeiras” térmico.

Além disso, tenho uma amiga, cuja filha mama exclusivamente no peito e come seguindo o BLW, que não parece sentir falta de nada disso. A bebê dela bebe líquidos em copo pequeno, daqueles de cachaça, sozinha, pegando com as duas mãos. A comida ela deixa direto na bandeja e, sim, fica uma bagunça louca, mas aqui em casa eu coloco em prato e dou uma colher pra ela e ela joga pra todos os lados, da mesma forma que faz quando faço BLW.

Assim, acho que, salvo alguns itens, ninguém sente falta realmente desses importados. Já temos boas marcas que se preocupam em produzir sem BPA e em trazer as novidades para o mercado brasileiro. A forma de silicone pode ser facilmente substituída por formas de gelo, por exemplo. Se você usar colher de metal, seu bebê vai morder uma vez, vai doer e ele vai aprender a não fazer de novo… E por aí vai.

É engraçado como a gente só adquire conhecimento por experiência nesse mundo da maternidade. Aprendi muito isso com o enxoval, os móveis do quarto… Nossa! Mas vamos deixar esse papo para outra hora.

Espero que tenha ajudado alguma das mamães que como eu acabam querendo comprar um mundo de coisas porque parece ser “o melhor para o bebê”. Cada vez mais eu estou achando que o melhor para o bebê é mesmo a mãe! 

😉

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Comprar do exterior está (e ficará) mais difícil.

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Você fica chateado quando recebe aquele papel do correio pedindo para que retire sua encomenda pois foi taxada? Pois então se prepare, pois agora ficará ainda pior.

Há alguns meses rolou por aí a polêmica “tributação até US$100”. O tecnoblog conferiu o posicionamento da Receita Federal e também de um magistrado sobre o assunto e a conclusão é a seguinte:

Uma portaria do Ministério da Fazenda (Portaria MF nº 156, de 24 de junho de 1999) e uma instrução normativa da Receita Federal (Instrução Normativa SRF nº 096, de 4 de agosto de 1999) estabelecem isenção apenas para remessas com valor de até US$ 50, desde que remetente e destinatário sejam pessoas físicas.

Isso se deve ao entendimento da maioria dos magistrados de que o  Decreto-Lei 1.804, de 3 de setembro de 1980, estabelece um teto e não um piso de US$100, dentro do qual o Ministério da Fazenda tem liberdade para estabelecer o valor, ou seja, se eles decidirem baixar a isenção para US$10, eles podem. Se decidirem aumentar par US$100, também podem. Mas somos realistas e sabemos que nada acontecerá em prol do cidadão honesto e pagador de impostos.
Dessa maneira, é possível sim recorrer à justiça, mas as custas processuais podem acarretar muito mais gastos do que o benefício da isenção, uma vez que as chances de ganho de causa são pequenas. O que é mais plausível é a contestação de valor quando o tributo for cobrado com base em um preço maior ao pago. Para isso é preciso apresentar a nota do produto ou o comprovante de pagamento e, em geral, isso já comprova que não se trata de remessas entre pessoas físicas. 

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No post “Novidades de Beleza: maio”, eu falei de um possível “convênio” entre Receita Federal e Correios. Pois a partir deste mês, toda a encomenda que for tributada pela Receita Federal e tiver de ser retirada em uma agência dos Correios terá o encargo de R$12 para o destinatário. A Pripoka já mostrou sua indignação ao buscar sua encomenda e ter de ouvir a funcionária da agência dizer para ela que não sabe o porquê da taxa, apenas que é obrigatória. Achei muito interessante: os Correios “entregam” para a Receita Federal encomendas que provavelmente possam ser tributadas e ainda ganha um trocado!
Que triste, né?! A coisa está tão feia assim?

Ainda, existe o tal “novo sistema” que promete integrar os sites de compras, os Correios e a Receita Federal, de forma que cada compra efetuada em sites do exterior gerará um relatório de compra enviado para a Receita Federal. Assim, o sistema já gera a tributação, a qual você poderá pagar on-line e sua encomenda chega na sua casa sem problemas. Isso, em teoria.
Acredito que é bastante possível. Como já disse a vocês, se existe um setor desse país que tende a funcionar com primor é o de arrecadação de impostos. Eu estou morando na fronteira da alegria, ou seja, na fronteira com o Uruguai (a.k.a. Freeshops), e sei que está em teste um sistema automatizado que promete uma fiscalização mais eficiente das bagagens – compras – de quem passa por aqui. Então, quem estiver pensando em fazer compras por Rivera, venha logo! O dólar não está atrativo (R$2,30), mas o sistema de fiscalização tende a piorar, minha gente. Até me ofereço para mandar alguma coisa pequena pelos correios para quem precisar/desejar.

Não bastasse o roubo que é o valor dos produtos importados (ou dos nacionais!) nas prateleiras das lojas, ainda somos achacados quando importamos produtos, por menores que sejam, para consumo próprio. O Brasil é um dos países “desenvolvidos” mais fechados para o comércio e acredita que esta é uma maneira de proteger a economia interna do país. Eu não sei em que universidades os economistas do governo se formaram, mas elas deveriam ser fechadas! Hahaha. Vivemos em um país com uma das maiores cargas tributárias – não confunda impostos com tributos! – do mundo e não temos retorno condizente com o “investimento” que fazemos diariamente. Em 2012, uma marca de refrigerante publicou nos rótulos a porcentagem de impostos e contribuições que estavam embutidos no valor da bebida: 46,78%. Acredito que hoje em dia seja maior ainda esse número…

O que nos resta? Acredito que comprar no Brasil. Imagine você que resolve comprar a Naked 3 em um site do exterior, por exemplo o VivaDream. O valor pago será de R$199. Se você for taxado, terá de pagar mais 60% do valor (R$199 + aproximadamente R$120) e ainda mais a taxa de R$12 dos correios, sem contar o tempo de espera que por si só já acaba com a gente. Sendo assim, sua Naked 3 original pode sair por R$332. Se você, como eu, não nasceu em berço de ouro e não viaja todo ano para fazer compras em Miami, o que lhe resta é:
1) comprar a réplica da China e pagar aproximadamente R$60 no total;
2) comprar a original que deve estar chegando na Sephora Brasil nesse segundo semestre a um valor aproximado de R$300;
3) comprar de alguém que trouxe de fora e está vendendo no Mercado Livre.
Acredito que irá crescer bastante a quantidade dos produtos originais vendidos no Mercado Livre. O preço não será super camarada (vi a Naked 3 original por R$200-250), mas é uma alternativa. Claro que com o frete ainda vai mais grana no negócio…

Eu comprei a minha Naked 3 original (da Macy’s <3) aqui no Black Freeshop em Rivera. Paguei R$200 choradinhos (contei para vocês meu drama da Sephora americana, lembram?). Se alguém me pedisse para comprar e mandar para Porto Alegre, por exemplo, com o frete ela sairia R$230 sem eu cobrar qualquer valor para mim. Então, minha gente, a coisa tá feia por todos os lados!!!

😉Rak.001

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