De cara (e esperança) nova…

Para reacender a chama da minha esperança de voltar “à ativa”, tirei um momento para repaginar a cara do blog.
Um dia antes da Stella nascer, consegui cortar o cabelo e deixar a mim mesma de cara nova. Confesso que não gostei muito e ainda não me acertei com o cabelo mais curto, mas… Foi bom!

Há tempos venho “namorando” o blog, mas Stellinha não gosta de compartilhar, então meu tempo é (todo) dela. Mas ontem eu deixei ela com o marido e tirei umas duas horas pingadas do meu dia para pensar numa cara nova para o blog, algo que combine com essa nova pessoa na qual estou me tornando. Como disse meu marido: “Agora ficou mais maduro…”, referindo-se ao layout. E é mais ou menos por aí… A gente muda esteticamente a nós mesmos com intuito de parecer algo ou de revelar algo. Assim, mudei a estética da página com intuito de revelar minha vontade de voltar a tratar ele com carinho e atenção, como eu pensei que aconteceria quando eu ganhasse meu bebê que dormiria 20 horas por dia e seria independente, me deixando tempo livre para viver a vida como antes. SANTA INGENUIDADE!

Eu pretendo contar um pouco sobre como tem sido a vida, um pouco dos sentimentos e das surpresas que um bebê pode trazer, mas como eu não sei resumir nada esse seria um post longo e demorado de escrever e zZzZzZ. 🙂

Mas eu tenho esperança de ainda conseguir produzir algum conteúdo! Haha.

😉

Relato de Parto: 26 de Janeiro de 2016.

Se eu tinha uma certeza ao final dessa gravidez, era a de que minha bolsa não estouraria antes das contrações chegarem. Após ler que apenas 4% das mulheres entram em trabalho de parto antes de completar 40 semanas de gestação e que em apenas 15% das gestações a bolsa amniótica se rompe antes do início das contrações, eu estava certa de que eu não faria parte dessa minoria. Pois eu estava errada.

Com 39 semanas e 5 dias, Stella se anunciou na madrugada do dia 26 de janeiro, com o rompimento da bolsa às 02:45h. Acordei sentindo água entre as pernas e saltei da cama. Fiquei em pé, já recolhendo o lençol e jogando-o no chão sobre a água que ainda escorria perna abaixo. Chamei meu marido e disse: “Acende a luz porque a bolsa estourou!”.

Fui tomar banho e chamei minha mãe avisando que a bolsa havia estourado e pedindo que ela tirasse o lençol do quarto e o colocasse para lavar. Nisso, senti uma incrível vontade de ir aos pés e, durante, a primeira contração. Resolvi pegar a bola de pilates e tomar aquele longo banho o qual recomendam por acelerar ou parar o trabalho de parto (TP), ou seja, se é chegada a hora, o banho longo ajuda. Caso contrário, ele diminui as contrações e finda o TP. Assim que fui para o banho comecei a sentir as contrações. Meu marido ficou comigo anotando o horário para o intervalo das contrações. “03:02… 03:08… 03:11… 03:14h…”. Cada contração durava em torno de trinta segundos e não seguiam um intervalo ritmado. Era o início do TP, como havia lido. E lembro de pensar: “Justo essa noite que eu fui dormir tarde…”. As contrações nunca tinham um intervalo maior do que cinco minutos entre elas e às 05:21h, paramos de anotar.

Às cinco horas da manhã eu liguei para a doula. Eu estava com pena de acordar ela, e ligar para o médico não era opção, porque sei que o procedimento padrão de quando se estoura a bolsa é ir para o hospital, e eu sabia que se fosse para o hospital não poderia estar com a doula, pois meu médico é bastante conservador e não é a favor dessa vertente, então nem falei para ele que havia contratado uma. É importante ressaltar que só tomei a decisão de ficar em casa porque havia feito uma ecografia dias antes na qual a médica disse que o bebê estava bem demais, com bastante líquido em volta e soluçando (se o bebê soluça, significa que não engoliu/aspirou mecônio). Além disso, eu tinha a minha disposição o aparelho de ouvir os batimentos do coração do bebê, então eu  podia monitorar caso houvesse alguma mudança. No telefone, falei para a doula que estava tranquila, usando o aparelho TENS que havia comprado no Mercado Livre para “diminuir” o desconforto da contração (existem artigos sobre o assunto!), e que ela poderia vir para minha casa às sete horas da manhã. Quando ela chegou, tiramos o aparelho e ela e meu marido faziam massagens na lombar no momento das contrações. Em algum momento, minha mãe também se juntou a nós e entrou no rodízio da massagem. A doula também administrava florais, água com mel para não baixar a glicose e até comi um pouco de gelatina. Mas a verdade é que não dá vontade de comer… Eu não sei dizer os horários nos quais as coisas aconteceram pois o tempo se torna algo secundário nesse momento. Foram horas que passaram e eu não senti. Perguntei para meu marido essa questão do tempo e ele também disse que não sabia, que tudo pareceu rápido. Acredito que estar concentrado no processo faz você perder a noção do tempo mesmo.

Uma coisa que me preocupava é que eu tinha consulta com o médico às 9h da manhã. Desde que optei por um parto normal, me informei e resolvi por mim mesma ficar o máximo de tempo possível em casa porque é o lugar onde me sinto mais confortável e acolhida. Tinha certeza que no hospital, por melhor que fosse, não teria a atmosfera segura da minha casa, mesmo se fosse um lugar “humanizado”, o que não era nem um pouco. Então, às 9h meu marido ligou para o médico e falou com a secretária que disse: “O procedimento padrão quando se estoura a bolsa é ir para o hospital. Lá a gestante passa pela triagem e o médico responsável liga para nós com as informações. Assim, o doutor passa para ele o que fazer enquanto ele se desloca.”. OK. Eu resolvi ficar em casa o máximo de tempo que eu achasse plausível. Na pior das hipóteses o médico iria me ligar e me xingar, né?

Nesse ponto do processo as contrações já estavam fortes. Eu já havia começado a chorar e querer que tudo acabasse o mais rápido possível. Cada contração parecia que alguém estava puxando os ossos da minha bacia para lados opostos, sem contar a dor no útero em si e o líquido que escorria perna abaixo. Embora existam várias posições indicadas para o momento da contração, eu me senti melhor sentada na bola de pilates em frente a minha cama. Meu marido me olhava enquanto eu apertava os joelhos dele a cada nova contração e me dizia: “Amor, tu queria entrar em TP e já entrou. Tu queria a experiência. Não precisa levar isso até o fim se tu achar que não vai aguentar…”. Eu realmente achava que não ia aguentar. A doula me dizia que eu precisa encontrar um sentido naquilo para continuar. Qual a importância, para mim, da maneira da Stella vir ao mundo? Eu não consegui achar uma resposta em meio a dor. O mais interessante é que nos momentos entre contrações era como se nada estivesse acontecendo. Não existia dor entre contrações. A pena é que esse momento é curto na maior parte do tempo!

Quando passou das 11h eu resolvi que iria para o hospital antes que o médico me ligasse. Resolvi tomar um banho e meu marido ficou comigo fazendo massagem na lombar durante as contrações. No banho a dor diminuiu bastante, foi como se as contrações tivessem voltado a ser como no início do TP… Saí do banho, coloquei qualquer roupa e fomos para o hospital. Eu, de joelhos no banco de trás, olhando pelo vidro traseiro.

Chegamos no hospital e fui caminhando pelos corredores tendo uma contração aqui outra ali, mas bem mais fracas e espaçadas do que em casa. Chegando na porta do centro obstétrico dei meu nome e já me esperavam pois meu médico já havia ligado para saber de mim, e começaram as más notícias: 1) eu tinha que entrar sozinha e assim permanecer até depois da triagem – triagem necessária para ligarem para meu médico; 2) eu não poderia ingerir nada, nem água; 3) eu precisava ficar sentada em cima da cama com a máquina de monitoramento fetal ligada a mim a todo momento, impedindo que eu me movesse; 4) eu não podia ter acesso a nenhum instrumento facilitador do parto, como a bola de pilates, a menos que meu médico permitisse, o que ocorreria apenas quando ele chegasse.

Bem, eu fiquei bem chateada de estar sozinha. Enquanto eu esperava a triagem, em uma sala onde eu era a única mulher em trabalho de parto, eu tive apenas uma contração e foi quando meu marido entrou para falar comigo, e logo foi mandado embora porque eu ainda não havia sido examinada. A segunda contração foi na sala de triagem quando a médica entrou. Me perguntou quando havia rompido a bolsa e eu menti o horário (assim eu seria xingada, mas ninguém estaria me colocando numa maca e me mandando pra sala de cirurgia…). Ela me perguntou por que eu não havia ido ao hospital e eu respondi: “Não vi razão de vir para o hospital sendo que minha casa é muito mais confortável.”. Ela só me olhou… Examinou e eu tinha sete centímetros de dilatação. Só sete centímetros de dilatação em dez horas de trabalho de parto. Eu não desanimei, mas esperava estar naquela média de um centímetro por hora. Mas pensei: “Vai que agora meu corpo abre super fácil e em duas horas isso tudo acaba, né?!”. A esperança é a última que morre! Meu obstetra certamente me achou “super boa na dilatação”, afinal, pela informação que ele tinha, meu TP estava evoluindo mais de um centímetro por hora. Me colocaram, então, na sala de parto onde meu marido pode entrar e meu TP pode ser retomado. No entanto, eu reclamei com as enfermeiras que não só me amarraram com a máquina de monitoramento como me fizeram segurar os eletrodos, reclamei de não poder ter a bola a minha disposição, de não me deixarem tomar água e do soro que me colocaram e que passou o TP todo (e os dias que se seguiram) me incomodando, porque me foi feito acesso na dobra do braço, então o soro parava e eu tinha que ficar cuidando para não dobrar o braço (por três dias!!!), o que foi bem chato quando estava tendo contrações e me agarrando na cama! Cada pequena coisa que não saía como eu esperava, me tirava um pouco da força psicológica necessária para o momento.

Com a chegada do meu obstetra, fui liberada do monitoramento contínuo e tive acesso a bola de pilates, a qual era minúscula comparada a que eu tinha usado até então e estava um tanto murcha. Sentei na bola ao lado da cama e minha cabeça ficou na altura da cama. Nas contrações eu me agarrava nos ferros debaixo da cama enquanto meu marido fazia massagem na lombar com óleo específico. Eu pedi para que diminuíssem a luz, mas cada vez que alguém entrava, por alguma razão, na sala, acendia todas as luzes, abria a porta e ia embora deixando tudo como estava. Então, meu marido parava tudo, levantava e fechava a porta e diminuía as luzes.

Diferente de casa que eu não tinha noção do horário, no hospital havia um relógio de parede bem na minha frente. De hora em hora o médico vinha examinar a dilatação e a frequência cardíaca do bebê exatamente em um momento de contração. Essa é uma coisa muito chata! Eu havia me preparado para estar na melhor posição possível durante a contração, respirando fundo para diminuir a dor e tentar deixar o corpo fazer o que necessita, mas ter uma contração sentada em uma cama e ainda ter alguém lhe examinando no exato momento tira toda a sua concentração. Nesse momento eu acabava quase que segurando a contração, tamanha era a dor dela quando em cima da cama, e o desconforto do exame naquele momento. Minha tolerância foi diminuindo ao ponto de eu decidir que se às 15h não tivesse chegado a dez centímetros, eu iria fazer uma cesariana. No entanto, embora sem tem chegado na dilatação desejada, continuei. Minha mãe chegou para me ver mas não deixaram ela entrar. Então, a única enfermeira que foi minimamente solidária comigo, chamou minha mãe que ficou ali comigo. Às 16 horas, no novo exame, depois de cerca de duas horas com contrações ritmadas de cinco em cinco minutos, meu obstetra disse que eu permanecia com os mesmo sete centímetros da chegada ao hospital e agora com um edema de colo (inchaço no colo do útero). Quando eu fiz as contas, notei que estava há 13 horas em trabalho de parto e nesse cenário de não evolução. Embora eu tenha me informado que médicos dão apenas 12h para o bebê nascer desde o rompimento da bolsa, mas parteiras seguem outro padrão, eu fiquei receosa em continuar a tentar o parto natural, ainda mais sabendo que o inchaço dificulta a passagem do bebê. O obstetra sugeriu o uso da ocitocina e eu sabia que então precisaria de anestesia. Na minha cabeça apenas pensei: “Se é para anestesiar, que acabemos com isso logo.”. Assim, ele começou a ligar para os anestesistas com os quais trabalha e para sua assistente. Chorei, olhei para meu marido e perguntei se me amaria mesmo assim… Ele riu e disse que me amaria se eu tivesse decidido pela cesariana na primeira hora do TP. Minha mãe me abraçou e disse que estava muito orgulhosa de mim. A partir daquele momento, eu só queria que as dores parassem. No entanto, não é porque você opta pela cesariana em meio ao TP que seu corpo pára, não é? As contrações continuaram ritmadas de cinco em cinco minutos, mas na minha cabeça, no período da decisão até a sala de cirurgia, o que durou uma hora e meia, eu tive umas três contrações. Até pensei que o poder psicológico era algo incrível, pois eu tinha conseguido parar as contrações. Meu marido disse que eu sonhei tudo isso, porque elas continuavam ritmadas, a diferença é que eu dormia no intervalo entre elas!

Finalmente o anestesista chegou e me encaminharam para a sala de cirurgia. Eu senti um misto de alívio e decepção, mas já haviam me dito que quando o assunto é parto, nós genitoras temos pouco controle sobre o desfecho. Assim que entrei na sala, o médico me colocou em posição para a anestesia, a qual é um pequeno incômodo, principalmente a medida em que o líquido entra no corpo, mas nada demais quando você já sentiu contrações. Me deitaram o mais rápido possível antes de eu não poder fazer por mim mesma e logo começaram a perguntar sobre o que eu sentia e onde. Não demorou muito para eu deixar de sentir o peso da barriga. Foi um alívio! Acho que em questão de dois minutos eu já não sentia o movimento em si, mas sentia que estavam mexendo em mim. Eu ainda perguntei pro anestesista se eu ia começar a enxergar duendes e unicórnios, mas ele disse que não, e disse: “Ué? Tu tem que ver teu bebê nascer!”. Eu não tinha pensado nisso… Haha! Logo meu marido sentou junto de mim e começaram o procedimento. Eu sentia o cheiro de carne queimada a medida que o bisturi elétrico cauterizava o corte que fazia, mas fiquei conversando com o anestesista e fazendo perguntas… De repente vi o Leandro se levantar, olhar por cima do lençol e começar a chorar. Ouvi o médico elogiando a bela circular de cordão da Stella… Ouvi ela chorando… Tudo parecia muito fora da realidade. De repente mostraram ela para mim e a colocaram enrolada em cima do meu peito, mas o espaço era tão pequeno que eu tinha medo de me mexer. Apenas toquei no rosto dela e fiquei meio atônita e até perguntei: “É minha mesmo? Saiu de mim?”. A pediatra riu e disse que sim. Eu não sabia o que fazer, mas fiquei com muito medo de tentar pegar ela e deixar cair por algum efeito da anestesia. Então deixei ela ir com o Leandro e a pediatra para os exames, testes, pesagem e etc. Agora eu penso que deveria ter tentado ficar mais com ela, mas não sei qual o procedimento, afinal, tinha um buraco aberto na minha barriga e eu não sei o que eu deveria ou não fazer. Enquanto ela estava longe fiquei conversando com os médicos, perguntando se finalmente poderia comer sushi e coisas do tipo. Eu confesso que me diverti durante a cirurgia…

Acredito que precisei da cesárea porque a Stella não estava encaixada. Embora todos os exercícios que fiz para o encaixe do bebê, ela não encaixou e provavelmente só o faria na fase expulsiva. Talvez a falta de encaixe tenha sido a razão da pouca evolução na dilatação, pois eu acredito que a cabeça encaixada ajude a pressionar o colo do útero, não é? Como ela nasceu com a cabeça levemente pontuda, acredito que ela estava encaixando durante o TP. Também acredito que a falta de evolução no TP desde a chegada no hospital tenha um fator psicológico imenso. A simples troca de um ambiente acolhedor, com pessoas que você confia, para um ambiente hostil como o de um hospital, onde ninguém liga para você é você é só “mais um”, certamente mexe com a sua segurança. Eu acredito que se, ao menos, minha doula pudesse estar comigo na sala de parto as coisas teriam sido um pouco diferentes. Mas eu não quis me indispor com meu médico… No entanto, a sala de parto é um lugar frio, nenhum pouco acolhedor. Se você tiver que ir para o hospital sozinha, a sala de parto é um ambiente desumano. Meu médico só entrava ali para me examinar e em nenhum momento ele ficou ali, deu uma dica de posição ou o que. Os médicos realmente não sabem lidar com pessoas.

Embora no momento da dor das contrações a cesárea tenha parecido uma boa idéia, no decorrer do tempo eu notei que não foi. Primeiro, acho que a sensação de sentir seu bebê saindo de você seja algo transformador. Quando eu vi a Stella, tirada de mim, não parecia que era algo que estava dentro de mim. Parecia um presente que alguém me deu… Por muitos dias depois do parto eu tinha essa sensação estranha de que eu ia ter que devolver ela para alguém, como se ela não fosse minha de verdade. Eu acho que essa sensação é fruto da cirurgia, porque o bebê não sai naturalmente de você, ele é extraído!
Eu tento não me sentir mal pelo desfecho do nascimento da minha filha, mas agora eu enxergo ainda mais a importância do parto natural na vida de uma mulher. Eu respeito as mulheres que escolhem marcar data para a cirurgia do nascimento do filho, mas não entendo. Embora eu seja uma pessoa que presa por controle, a vida não pode ser controlada. Não cabe a nós escolhermos a hora para o início da vida, nem a forma. Geramos um ser humano, damos a luz a um ser que terá personalidade própria e suas próprias escolhas. Nada mais natural do que deixar que ele escolha como e quando quer vir ao mundo. Passaremos os próximos 18 anos tentando fazer suas escolhas por ele, com a desculpa de proteger e mostrar o melhor caminho. Então, por que negar a ele a primeira escolha que pode fazer sozinho, a de como começar sua vida?

Stella

Já faz quase um mês…

today

Eu não havia notado quanto tempo havia passado desde o último post! Que loucura!

Fiquei pensando: “Como pode fazer tanto tempo se eu continuo escolhendo links para a semana e pensando em produtos e tirando fotos de produtos…”? Então me ocorreu que eu faço isso, mas não posto nada! Haha.

Como eu já havia comentado no post sobre a gravidez, minha atenção mudou completamente de foco. Eu agora orbito o universo dos bebês, seu enxoval, suas roupas, seus quartos… Porque não bastasse o fato de esperar um bebê ( e tê-lo!) ser algo cheio de novidades, ainda está cheio de algo que geminianos não toleram muito bem: DE-CI-SÕES. EU jamais imaginei que teria tantas dúvidas com as coisas mais simples como qual o tecido ideal para um cobertor? Qual a melhor cor para um edredom? Que decoração fazer? Quadros? Pintar a parede? #jesusapagaaluz
Eu não havia notado quanto tempo essas pequenas decisões estão tomando na minha vida. Ainda, eu não lembrava o quão ansiosa e obsecada eu podia ficar com algo. Quando “trabalhava” com pesquisa eu pirava com coisas que precisava fazer. Não conseguia organizar o dia de maneira a fazer duas coisas, ou três. Uma única tarefa me consumia até estar findada. E o bebê, ou melhor, Stella, trouxe isso de volta para minha vida. Tem tanta coisa para arrumar, tanta fralda para comprar, tantas coisas para “sumirem” de casa antes dela chegar que… Eu fiquei doente! Arrumando espaço para (mais) coisas pela casa, acabei tendo o que parece ser uma contratura muscular nas costas, na região da lombar que sempre foi chata comigo. As coisas mais simples se tornaram impossíveis, como secar o cabelo, por exemplo. Dependendo de como mexo o pescoço, sinto lá na lombar! Uma festa! Como quando se sente dor em um local, desloquei o peso para outras partes do corpo e agora tenho dores no abdômen e joelho. Que beleza! Isso que eu não sou 100% sedentária, hein? Imagina se fosse…

De qualquer forma, o fato de não poder tomar aquele relaxante muscular amigo para acabar com o problema fez com que eu seguisse a recomendação médica e ficasse em repouso. E é o que acontece agora. Com isso, dei atenção para algo além do Pinterest e sites de bebê e vi o abandono total do querido bloguinho, tadinho! Vamos ver se consigo retomar a vida sem ter a Stella como foco total do pensamento e atividades! Hehe.

EU PRECISO, mas é muito difícil ficar realmente parada em casa sabendo de tudo que ainda precisa ser feito na própria casa para que tudo fique pronto… Já se passaram 20 semanas e são apenas mais 20 pela frente! No início parece que nove meses é uma eternidade para se preparar para a mudança mais importante da sua vida, mas quando se está no meio disso, passa rápido. Quer dizer, demora demais quando você pensa que quer conhecer esse novo ser que será parte constante e dominante da sua vida, mas passa rápido quando você tem que organizar de que forma vai conseguir inserir esse novo ser na sua vida! Haha.

A chave é viver um dia de cada vez, mas tcheeeeê, pessoas ansiosas tem muita dificuldade com isso! Acho que em todo esse tempo eu devo ter ficado apenas dois dias sem fazer ou pensar absolutamente nada relacionado ao bebê… Mas vamos tentar, não é?

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Para Pensar: Não Existe Gordo Feliz

Essa semana as coisas estão um tanto conturbadas devido a algumas novidades. Nesse momento, uma das novidades tá me dificultando a postagem, porque ela quer pegar meus dedos no teclado! Hahahaha. Mas eu consegui ver alguns vídeos no Youtube, o que eu não faço com frequência, e achei muito válido compartilhar este vídeo rápido da Jéssica, que fala sobre autoestima e felicidade, que vai ao encontro daquilo que já “conversamos” nessa semana.

E vocês, o que acham?

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Maquiagem como Ferramenta de Autoconfiança

Ai, essa é a semana dos textos longos. Sorry!

Há bastante tempo eu penso nesse assunto e como já dei uma pincelada na semana passada, resolvi dissertar a respeito contando um pouco da minha história e experiência com maquiagem, beleza e zaz. Perdão aos preguiçosos ou sem tempo, mas senta que lá vem história…

Maquiagem como Ferramenta de Autoconfiança

Já aconteceu de você se maquiar e, como num passe de mágica, se sentir mais bonita? Ou mais poderosa? Quem sabe… mais confiante? Se você já experimentou essa sensação, então você já conhece o poder da maquiagem.

Até há alguns anos eu não conhecia o poder da maquiagem. Eu pensava em maquiagem como futilidade, coisa de quem não tinha muito conteúdo na cabeça, assim como moda (bolsa, sapato, etc.), sabe? Se não sabe, que bom! Sua experiência é diferente da minha. Lembro quando tinha uma festinha, lá pelos meus 14 anos, e minha mãe dizia: “Vai colocar uma maquiagem nessa cara, minha filha!”. E lá eu ia aplicar lápis de olho e batom marrom, porque era moda… Quando eu voltava ela dizia: “Minha filha, tu ainda não foi te pintar?” (Para quem não sabe, pintar é como as antigas gerações se referem ao ato de se maquiar. Haha.). Eu ficava chateada, porque eu já tinha colocado lápis de olho. O que mais ela queria? Hoje sou eu que digo para ela ir passar uma base na cara, porque pó facial não é maquiagem!

Eu nunca tive problemas com minha imagem. Minha insegurança sempre se manifestou de outras formas… Sempre estive acima do peso, nunca usei maquiagem, meu cabelo nunca foi super bem cuidado, mas, ainda assim, sempre me achei bonita. Para não dizer que nunca usei maquiagem, durante o tempo que eu vivi nos Estados Unidos eu aprendi a incorporar a maquiagem no meu cotidiano. Eu não tomava café da manhã para poder usar aqueles minutos para aplicar base, sombra, máscara de cílios e gloss. Diferente da minha escola no Brasil, de cunho religioso, onde o uso de maquiagem era terminantemente proibido, na escola pública da pequena localidade americana a maquiagem era padrão dentre as meninas mais “descoladas”, ou seja, não apenas as populares, mas aquelas que tinham interesse em ser notadas, principalmente pelos meninos. Lá eu me cuidava. Eu fazia escova no cabelo todos os dias, maquiava todos os dias, não usava só tênis… Ainda assim, continuava tendo as melhores notas, junto com minhas amigas que também seguiam os mesmos, ou mais, rituais diários de beleza. Nesse momento eu notei que maquiagem poderia ser parte da vida e não um estilo de vida.

Quando voltei para o Brasil e meu colégio, voltei às regras de antes e abandonei tudo. Tanto que só usava maquiagem quando voltava para os Estados Unidos e quando tinha uma festa grande, como casamento e formatura. Quando entrei na faculdade, no curso de biologia na universidade federal, as chances de voltar a usar maquiagem no dia a dia morreram de vez. O campus da minha universidade reunia a maioria dos cursos de ciências humanas e da terra, o que gerava um festival de roupas em tons terrosos, verdes e pastéis. Cores vibrantes não eram bem vistas…

Foi lá por 2010 que a beleza começou a ganhar mais espaço na mídia, se não me engano, com a febre dos esmaltes explodindo em todo o país. Eu me entreguei a essa febre. Comecei a cuidar das unhas e das cutículas e adorava. Como uma coisa leva a outra, comecei a acompanhar blogs de esmalte e maquiagem, graças ao antigo Google Reader que reunia tudo em um lugar só e fazia a vida da gente mais fácil. Hoje, eu uso o Feedly e não dou conta de ler todos os meus feeds! Como eu ainda estudava no campus, a maquiagem não era bem vista. Lembro de fazermos piadinha sobre as estudantes de alguns cursos notórios pela beleza das universitárias, como farmácia e odontologia, dando a entender que eram fúteis… Essas coisas infantis que fazemos quando achamos que somos maduros, sabe? Pois é. Quem nunca? Além disso, no meu ambiente de trabalho, que era o próprio campus, havia uma certa hostilidade quando qualquer pessoa chegava mais arrumada, mais “bem cuidada”. Hoje eu vejo como é besteira se importar com o que os outros pensam e com o que os outros vestem!

Em janeiro de 2011, meus pais e eu fomos a Nova York. Não sei se entra naquela questão de eu relacionar maquiagem com o país, mas eu lembro de escolher com antecedência os produtos de beleza que levaria. Eu ainda não utilizava base e BB Cream não era uma realidade, então todos os dias eu aplicava hidratante, pó facial, sombra em tom pastel na pálpebra móvel, máscara de cílios e gloss. Nossa, como eu me sentia bem! Mesmo não sabendo qual era a maquiagem certa para minhas feições, eu me sentia linda com aquela mudança tão pequena. Na verdade, eu sempre me sinto melhor e mais bonita no exterior… Acho que é o fato de não passar tanto calor! Haha. Naquela viagem, eu fui pela primeira vez na MAC e na Sephora. Ao longo do ano, eu comecei a usar maquiagem, de leve, com mais frequência, para as saidinhas aos restaurantes e tal. Nesse ano, eu também fiz minha primeira compra de beleza online: base, blush e pó mineral.

Em 2012, eu fui de novo. Dessa vez fomos só eu e a mãe e fizemos uma peregrinação nas farmácias e Sephoras porque já tinhamos uma lista! Minha mãe se acertou com um pó da Revlon e queria fazer estoque. Eu, que tinha perdido minha mochila ao chegar na cidade, perdi praticamente todas as maquiagem que eu tinha na vida, as quais cabiam em uma necessaire. Assim, comprei os itens da minha listinha sem culpa e ainda fiz a reposição dos que havia perdido. Eu tinha achado uma lojinha com preços tão bons, que ainda trouxe umas máscaras de cílios da Revlon prazamigue. Essas novas aquisições me deram gás para experimentar e usar maquiagens. Minha rotina de maquiagem se tornou a aplicação do corretivo, protetor solar com cor e máscara de cílios. Nossa! Como máscara faz diferença na vida de uma pessoa com pálpebra gordinha! Até hoje me sinto pelada sem… Nessa época eu também já não tinha mais sobrancelhas, como mostrei em post específico, então desenhava as falsas todo os dias, o que me deu experiência com produtos como lápis, sombras, etc.

Desde 2012, o interesse foi se acentuando, mas foi ao longo de 2013 que a coisa se desenvolveu.  Em 2012 eu tive que tomar algumas decisões sobre futuro. Desde o início da faculdade eu já sabia o caminho que queria seguir e o que precisava fazer para tal. Mas em 2010, comecei a ter dúvidas. E geminiana com dúvidas, minha amiga, é problema em vista. Como eu nunca aceitei muito bem a idéia de estar errada, eu engoli a dúvida e segui em frente, pois já estava no caminho e não poderia parar. Até que parei. Resolvi rever os planos e me vi sem sentido. Não sabia o que fazer e fui entrando em crise, me sentindo mal por ter escolhido um caminho profissional sem muitas expectativas, com muito mais dúvidas do que quando comecei e aí já viu: depressão à vista. Passei um bom tempo sem saber sequer do que eu gostava, pois tudo parecia sem graça. Em junho de 2013 eu criei o blog em uma tentativa de postar ali o que me chamava a atenção e redescobrir (ou mesmo descobrir) o que eu gostava. Logo vi que comida e dicas/ produtos de beleza (em específico maquiagem) era o que eu tinha vontade de compartilhar. Fiz um curso rápido de confeitaria internacional e outro de brigadeiros gourmet, sem contar o de cupcakes que já havia feito também. Gostava do resultado de fazer uma boa comida, de comer e ver que as pessoas ficavam felizes comendo também, gostava de ver sites de receitas… Mas eu ficava ainda mais feliz passando tempo na frente do espelho, no youtube e em blogs de beleza. Assim como cozinhar, era um momento que eu ficava sozinha, de bem comigo mesma. A diferença é que ao cozinhar eu presto atenção na comida, e ao maquiar a atenção está em mim. E eu gostei de prestar atenção em mim. Parece não haver relação, mas ao prestar atenção em mim eu comecei a pensar em quem eu era, porque fazia aquilo, porque havia escolhido tal e tal coisa. Comecei a pensar na vida e como eu cheguei até aqui e por quem. E isso levantou diversos questionamentos, mas fez bem. Me fez querer estar comigo mais e mais, e assim eu passava mais tempo na frente do espelho, conhecendo minha face e a mim mesma. E isso me fez querer fazer isso para outras pessoas.

Como uma coisa leva à outra, eu resolvi fazer um curso de maquiagem profissional no SENAC. Aprendi diversas coisas, mas o melhor de tudo: maquiagem é uma forma de expressão que te dá liberdade de criação e execução. E vindo de uma carreira científica, liberdade é muito bem vinda! Na mesma época conheci Mary Kay e entrei para a empresa. Eu sou consultora da marca, adoro os produtos, mas não me despertei para a “carreira Mary Kay”. Embora seja algo extraordinário, acho que não me encaixo no perfil porque eu não quero “vender” a beleza, quero “vender” autoconfiança e ainda não soube encaixar as duas coisas. No entanto, vi como uma oportunidade de ajudar outras pessoas que, como eu, não se davam muita atenção. Esse também foi meu intuito com o curso de maquiagem. Minha idéia não é deixar uma mulher bonita, é ensiná-la a se deixar bonita, passar tempo consigo mesma, para que ela mesma faça florescer sua auto-estima sem precisar de terceiros. Gostaria que todas as mulheres se dessem essa chance de se enxergar, enxergar sua beleza, suas vontades e suas verdades.

Tenho a impressão que passamos a vida olhando para fora, para os outros, seguindo os outros e o que ditam ser bom, certo e bonito. Passamos a vida seguindo verdades que não são nossas e sequer temos noção de que isso ocorre. A mudança que tive nesses últimos anos foi devido ao fato de entender que eu não estava seguindo minhas vontades, minha verdade, e sim a dos outros. Não é nada fácil se dar conta disso e, uma vez que você entende, é ainda mais difícil ter coragem de mudar tudo e procurar quem você é de verdade. Ainda bem que tive (e tenho) essa oportunidade. Acho que se isso não ocorresse no momento em que se deu, ocorreria mais tarde. Sabe quando você vê aquela mulher de 45-50 anos se vestindo e agindo como adolescente e concorrendo com a própria filha? Eu acredito que isso acontece porque ela não teve oportunidade de fazer o que queria no momento certo. Ela não sabia o que queria, apenas seguiu o que todos seguiam, então agora quer “tirar o atraso”. Não, eu não estou dizendo que toda mulher vai virar “piriguete” com 50 anos, só estou dizendo que quando fazemos escolhas baseadas no que é o “certo” ou o padrão, podemos nos surpreender mais tarde ao notarmos que aquela escolha não refletia o que queríamos no momento.

Eu sei que parece um mundo à parte, uma coisa nada a ver com a outra, mas tenho certeza que a maquiagem me fez repensar meu modo de vida. E com o aporte de blogs e mídias que tratam do assunto, vejo que quase ninguém entende a maquiagem como uma ferramenta de autoconfiança da mulher. E autoconfiança é segurança e segurança é poder. Poder para saber o que é melhor para você, o que você quer fazer, quem quer ser e o que quer seguir. Quando eu me sinto bonita eu tenho a impressão que posso conquistar o mundo! A sensação é ótima… E as pessoas notam isso em você. Isso pode ser bom para aquela pessoa que está na procura de uma vaga de emprego, na procura de uma maneira de se inserir no mercado, às vezes na procura de um olhar sedutor, quem sabe até do próprio marido! Eu acredito que tudo isso a maquiagem pode fazer por você. Tudo isso você pode fazer por você, mas algumas vezes precisa de um empurrão, algo que lhe deixe mais confiante.

A confiança, a segurança e a alta autoestima vem de dentro. Em geral, se você não se sente bonita, não importa quantas pessoas lhe digam que está bonita, você não dá bola.  Números impressionantes com relação a como a mulher se enxerga diz que apenas cerca de 4% das mulher se acham verdadeiramente bonitas. Não é para menos que o mercado da beleza cresce a cada dia, 96% das mulheres do mundo não se gostam de verdade! É muita coisa! Eu acredito que a confiança vem de dentro, mas que para acessá-la, talvez precisamos de uma ajudinha externa. A minha, veio em forma de maquiagem.

É claro que eu não sou 100% satisfeita comigo mesma, mas se tivessem me entrevistado para essa pesquisa, eu estaria entre os 4%. Se alguém me perguntar se me acho bonita, a resposta será sempre sim. Se eu não achar, quem vai achar? A amiga? Fala sério, não é à toa que a música “Beijinho no Ombro” fez tanto sucesso. Poucas são as pessoas que realmente ficam felizes por você. Eu atribuo essa tal inveja, ou “recalque”, à falta de autoconhecimento e autoconfiança. Se você está feliz consigo mesma não sentirá inveja, não desejará o mal, apenas viverá sua vida segura de que aquela é a vida que quer viver. Todo mundo tem problemas, mas parece que a mulher tem prazer em ressaltar os das outras mulheres e depreciar aquilo que as outras tem de bom, embora esteja morrendo para ter a mesma coisa. Acredito que isso seja falta de amor próprio, de segurança no caminho que escolheu, porque quem está de bem vê o lado bom da vida, independente de quem brilha naquele momento.

É por tudo isso que defendo a maquiagem como ferramenta de autoconfiança. Com base na minha experiência pessoal, eu acredito que mais pessoas podem se beneficiar do simples fato de sentar-se em frente a um espelho com um estojinho de maquiagem e brincar consigo mesma. Colocar sombra azul, lápis verde e batom roxo e analisar o resultado disso. Como você se sente? E com uma sombra marrom, lápis preto e batom nude? Como você se sente? Como VOCÊ se SENTE?

“Mas Raquel, eu não tenho tempo para isso!”. Se você não tem cinco minutos para se olhar no espelho é porque você não quer se olhar no espelho. Tem medo do que vai ver ou pode ter medo de mexer com aquela pessoa que te olha de volta… Se você não tem tempo para você, então você é quem mais precisa. “Ai, é fácil falar, né? Você não tem filhos, não tem jornada de trabalho de 44 horas semanais e não tem que chegar em casa e cuidar de tudo porque o bofe não levanta um dedo blablablá…”. Cada um sabe “onde aperta o sapato” e cada um sabe da sua realidade. Deixo aqui apenas uma dica: tenha tempo para você. Ingresse aos poucos, bem devagar, no seu próprio tempo, nesse árduo caminho do autoconhecimento. Ele oferece ingresso por diversas portas como meditação, yoga, religião, astrologia, espiritualidade… Eu entrei pela janela. Ou seria pela janela da alma, já que entrei ao olhar nos meus olhos? Não sei. Mas sei que estou tentando me manter nesse caminho e me encontrar com as demais ferramentas!

Você já deve ter notado como o mundo está violento. As redes sociais emanam ódio por todos os lados. Eu não sei, não… Mas acho que isso entra naquele aspecto citado acima: amor próprio e autoconhecimento. Acho que as pessoas transmitem aos outros o ódio que sentem de si mesmas. Não estamos acostumados nem fomos ensinados a olhar para dentro de nós mesmos e sabermos o que sentimos e como nos sentimos com relação às coisas. Tudo nos é imposto, mesmo que inconsciente, de fora para dentro e nos é negado muitas vezes o direito de sequer pensar àquele respeito de outra forma. Tenho certeza que isso vai se acumulando e um dia explode. Cada um extravasa da maneira que sabe ou pode. Alguns tem inveja, alguns inventam mentiras, outros batem nas mulheres, outros nos filhos, outros roubam, outros matam, outros… Do menor ao maior, os males estão aí e afetam de alguma forma a todos nós.

“Ai, Raquel, que viagem essa! Que uma coisa tem a ver com a outra?”. Eu acredito no efeito borboleta. Sorry! Por exemplo, entre diversas outras razões, acredito que as pessoas batem porque não sabem lidar com seus sentimentos (autoconhecimento) e se deixam bater por não saber o seu valor (autoestima). E seu valor não virá de ninguém além de você mesmo, logo, da sua autoconfiança.

Por tudo isso, tenha certeza de que suas escolhas são suas e refletem a sua vontade e a sua verdade, que não está apenas seguindo a corrente. “Mas Raquel, que raio de verdade é essa?”. Verdade é aquilo que a gente sente. Sabe o sentir? Sentir é algo que deixamos cada vez mais para trás, mas é o que mais precisamos na vida! Não costumamos dar voz ao sentimento, à intuição que todos temos. Essa é a nossa verdade, o que sentimos ser real e verdadeiro, o que nos faz bem. Por isso eu acredito que a beleza está em tudo aquilo que nos faz bem, porque nesse sentimento está a nossa verdade. Eu sei que nem sempre é possível fazer só o que nos faz bem, mas podemos tentar ao máximo, certo?

Eu não sei de que forma exatamente vou fazer, mas quero ajudar mulheres a encontrar sua verdade, começando pelo simples ato de olhar-se no espelho. Quem sabe assim ela possa rever seus conceitos? Quem sabe, prestar atenção em seus sentimentos? Quem sabe, rever suas ambições? Quem sabe assim ela possa, como eu, dar início a longa jornada que é encontrar a si mesma?

🙂

Por favor, assim como eu, dividam suas experiências! Me conte de que forma você enxerga a beleza, como lida com ela e o que é beleza para você.

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Links da Semana (e um pouco de blablabá)

Primeiro Links da Semana de 2015!

Aproveitando a estação que tanto maltrata os cabelos para dar a dica de como aplicar máscara capilar em casa!

Tratamento capilar Sephora

Super útil o post da Marina Smith com alguns dupes de batons da MAC.

Dupes MAC

Fiquei muito feliz com a notícia de Ano Novo da Lisa Eldridge: nova diretora global de criação da Lancôme! Adoro ela e deixo com vocês o site recheado de vídeos!

Lisa

A Jéssica Flores mostra de como “acerta” a cor da base quando seu corpo tá bronzeado e seu rosto não.

Cor da base para bronzeado

Belíssima maquiagem para noivas e formandas em tutorial da Bruna Tavares. Ela arrasa, mas essa câmera é demais!

Tutorial

Por fim, uma ajuda na casa: 25 tutoriais de como dobrar coisas! Haha.

Dobra

(Lembre de clicar nas imagens ou palavras coloridas para ser direcionado aos links.)

🙂

Tentando voltar a rotina de posts, mesmo que ainda em férias, senti uma grande dificuldade em escolher links dentre meus feeds desta semana. Na verdade, tenho sentido dificuldade há um longo tempo. O ano de 2014 foi um ano de trabalho intenso em torno de posts e notei que passei a dedicar muito mais tempo em produzir conteúdo e muito menos tempo em acompanhar blogs que há tanto tempo sigo. Tenho sentido uma mudança de perfil no que realmente me chama atenção. Ao longo deste ano eu passei a comprar menos produtos, menos roupas, menos tudo! Eu deixei de me interessar nas novidades de beleza, ou ao menos passei a me interessar muito menos… Me interessei menos ainda em moda, visto que nunca fui muito ligada mesmo. Passei a me interessar mais nas maquiagens em si, independente dos produtos e, também, em como me sinto quando estou maquiada e “bem cuidada”, sabe?

Acho que cansei um pouco desse lado mais “ditatorial” da beleza. Essa idéia de que para estar bonita temos que usar produtos TOP de linha e estar a par dos últimos lançamentos. Sinto que isso não faz mais parte de mim… Quanto mais lido com a maquiagem, mais noto que beleza vai muito além do que vemos por aí e, até mesmo, por aqui. Talvez eu não consiga expressar pelos posts que publico o que a maquiagem significa para mim e qual é o meu intuito em escrever sobre ela, mas vou tentar trabalhar nisso ao longo deste ano. Gosto muito de diversos blogs largamente conhecidos como o Dia de Beauté, que adoro, e o Garotas Estúpidas, por exemplo, mas a verdade é que não existe conexão entre a realidade delas e a minha. Adoro ver os vídeos de Vic e suas zilhares de bases, porém, nenhuma delas eu tenho na minha penteadeira. Além disso, eu nem almejo ter. São marcas cujos preços eu nem pensaria em pagar os preços cobrados por simplesmente achar desnecessário. No GE, eu vi um post sobre “dicas para pernas perfeitas no verão”. De onde vem o conceito de pernas perfeitas? Minhas pernas tem de ser perfeitas para mim e não os outros…

Ultimamente tenho passeado um pouco pelo lado filosófico das coisas e a beleza não fica de fora. Me vejo descontente com a “beleza por beleza” ou a padronização da beleza. Adoro base, rímel e etc, mas gosto porque faz com que me sinta mais bonita, mas não faz com que eu apenas me sinta bonita caso eu esteja fazendo uso desses produtos! Talvez o assunto ainda não seja largamente abordado da maneira que eu mais gosto: beleza como ferramenta de autoconfiança e empoderamento feminino… Para mim, esse é o melhor ponto da maquiagem e da beleza como um todo.

Cada vez menos fico por dentro das novidades em produtos e até me canso de ver cinco blogs diferentes mostrando o mesmo produto na mesma semana. Somos estimulados de todos os lados a consumir de forma desenfreada, estimulados a sentir que a compra de um produto ou outro é a razão da nossa felicidade. Não acredito nisso e ao ver tantas resenhas do mesmo produto na mesma semana, sinto que é um pouco “mais do mesmo”. Eu não quero ser “mais do mesmo”, mas conseguir fazer a diferença na vida de alguém, nem que seja uma pessoa só.

Acho que estou precisando de novas referências… Não me entendam mal, algo comum nos dias de hoje, mas não sou contra comprar e adquirir produtos, apenas acredito que se pensarmos na real razão, a razão mais profunda, do porquê estamos comprando aquilo, podemos nos surpreender com o quanto aquela compra é desnecessária.

Ok! Um devaneio de cada vez, né?!

Sorry, mas tô nessa vibe de revisão de conceitos! Haha!

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