Gravidez: O Primeiro Trimestre (de novo!)

 

Primeiro Trimestre Gravidez | Não Nasci Diva

Eu não sei se alguém sabe, mas eu estou grávida! Quem me acompanha no Instagram sabe e sabe faz tempo! Hehe.

Hoje, estou com 23 semanas, MAS, vim falar de como foi meu PRIMEIRO TRIMESTRE, porque foi um tanto diferente da gravidez anterior…

Descobri a gravidez em 15 de novembro. No mesmo momento eu parei a dieta cetogênica e passei a comer frutas e legumes sem restrição. Gente… Foi como abrir a caixa de pandora, mas deixa pra lá por agora! E confesso que fiquei triste. Não porque não estava esperando, mas porque eu ainda tinha muito a emagrecer para chegar no peso que eu gostaria. Mas quando estamos gerando outro ser humano, nosso querer passa a não ser a coisa mais importante do mundo, não é?

Diga “OLÁ” para o novo bebê:

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Logo no final de novembro fui atropelada pelas dores de cabeça e náusea. Não eram enjôos, mas náusea. E isso durou até fevereiro! Passava as tardes deitada, as vezes assistindo algum seriado ou mesmo só em silêncio, de tanta dor de cabeça. Não tinha vontade para nada, menos ainda de comer, principalmente os alimentos que eu estava acostumada, como ovos, carnes gordurosas, castanhas. Eu fiquei totalmente perdida com a mudança no paladar e comia muitas frutas e salada de frutas, que parecia ser o que não me fazia sentir pior. Não consegui mais dançar, pois cada passo da dança fazia minha cabeça latejar. Mas quando caía a noite, tudo mudava! Minha animação voltava e com ela uma fome avassaladora e tudo que eu queria era uma pizza ou um hambúrguer. E eu comia! CO-MI-A!

No dia 24 de dezembro eu passei muito mal. Passei a manhã fazendo a ceia e ali pelas 14h eu comecei a colocar até água para fora! Nunca havia vomitado água, então fomos para a emergência onde tomei soro até as 22h daquela noite, quando senti fome. Super animado o meu Natal! Mal consegui provar minha própria comida! Hahah. A saber, parece que o mal estar foi causado pelo frango com molho vermelho que comi no almoço, pois foi feito com a pele e ficou bem gorduroso, como toda minha comida na dieta cetogênica!!! Mas o que eu não sabia é que no primeiro trimestre a gestante tem baixa tolerância aos alimentos gordurosos… O que fez sentido com o fato de eu querer comer muito mais carboidratos do que gordura desde o início da gravidez.

No início de janeiro eu procurei uma nutricionista e eu já havia engordado quase três quilos, o que não é novidade para quem sai de uma dieta cetogênica. Mas como ainda estava com náuseas e dor de cabeça, parecia que tudo seria muito tranquilo. A nutri até permitiu pão integral e tal, afinal, estava quase no final do primeiro trimestre. Mas os sintomas do dito cujo se estendeu até quase o fim de fevereiro! Gente… Perdi o controle total! Parece que uma vez que o trigo entra na sua vida, ele nunca mais sai! Ignorei a nutri e passei a comer biscoito de água e sal e fazer a festa nas padarias, porque era o que meu corpo parecia pedir. Teve um dia que passei tão mal que comi mingau de amido de milho e biscoito de água e sal o dia todo. Fui para as férias com um quilo além do que já havia ganhado…

Meu cérebro (ou minha falta de vergonha) criou uma explicação científica para a vontade de comer carboidratos: no tempo das cavernas deveria ser importante engordar durante a gravidez para ter certeza que você teria recursos suficiente para alimentar seu bebê, uma vez que ele poderia nascer no inverno ou em um tempo de escassez de recursos. Faz sentido? Eu acho que faz! Então até hoje, quando engravidamos temos vontade de comer coisas que engordam, o que nos dias de hoje é praticamente tudo! Hahahah.

Eu confesso que, por ser a segunda gravidez, não li nada sobre o assunto até surgirem sintomas que eu não havia tido na primeira. Na gravidez da Stella eu tive muita dor de cabeça, mas apenas no primeiro mês. Já dessa vez, eu não conseguia fazer nada e ter uma criança de três anos ao redor não ajudou nenhum pouco! Além de sentir mal-estar físico, eu me senti muito culpada por não poder brincar e estar disponível para ela como havia sido até então, e vi o quanto isso é um prelúdio para o que há de acontecer com a chegada de uma nova criança. Eu sei que é assim, sempre foi assim e provavelmente sempre será. Mas não significa que nosso coração de mãe não sofra por ver que já estamos tendo de negar atenção ao, até então, único filho que temos/tínhamos. Mas faz parte do aprendizado e preparo de toda a família.

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🙂

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