Viagem para Itália: Lua-de-Mel, um mês depois!

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Bem, confesso que este post deveria ter sido escrito há um mês, quando voltei de viagem, mas para minha alegria, assim que cheguei recebi um convite para ministrar aulas para formação de maquiadores profissionais na minha cidade e estive envolvida nesse projeto desde então. Claro que não só isso, mas admito que colocar a vida no lugar depois dos preparativos, do casamento e da viagem não foram fáceis, até porque eu sou enrolada…

Mas, como eu me fiei em diversos blogs para preparar uma viagem para a Itália com apenas um mês de antecedência, talvez alguém se beneficie deste compartilhamento! Então vamos lá!

Primeiro, gostaria de compartilhar número$. Gastamos, para duas pessoas, de passagem, estadia, aluguel de carro, comida e poucas compras, um pouco menos de vinte mil reais, ou seja, um pouco menos de dez mil reais por pessoa. Viajamos por 17 dias, alugamos carro por 12 desses, gastamos pedágios, em estacionamento para deixar o carro em algumas cidades (estaciona e não tira!) e também para visitar outras, nas quais não se pode entrar com o carro… Pedágios e estacionamentos são bem caros. Uma diária de estacionamento não sai por menos de €12. E para irmos de Turim para Bréssia, gastamos uns €25 de pedágio. Tem a opção de pegar vias secundárias, não as autoestradas, mas você tem que estar preparado para viajar a 70km/h… Optamos por fazer isso em um dos caminhos e demorou muito. MUITO MESMO. Eu já não aguentava mais estar dentro do carro!

A passagem de avião tem um preço quase fixo independente da quantidade de dias que você fica. Nossa passagem foi pela TAP (Porto Alegre – Lisboa –  Roma) e custou no total R$5.800 para os dois. Como havíamos “separado” um total de vinte mil reais para a viagem, notamos que daria até para ter ficado uns dias a mais…

O aluguel do carro, que foi um Volkswagen Polo, por 12 dias com o seguro básico, pegando em Roma e largando em Veneza, custou um pouco menos de R$1.000. Alugar carro na Itália é uma emoção, pois o pessoal lá não é muito cuidadoso e muito espertinhos… Além disso, o cara da companhia (Locauto) não quis nos vender seguro extra. Sério. Não quis. O que foi bem diferente de quando fui com meus pais para a Alemanha, onde eles estressavam bastante com a questão do seguro. Alemão é alemão, não adianta! Segurança em primeiro lugar.

Comemos de maneira regrada, podendo dizer que comemos “bem” por sete ou oito vezes, ou seja, apenas sete vezes sentamos em um restaurante com serviço para comer um prato acompanhado de uma bebida, em maioria, vinho da casa. Em maioria, pedíamos o menu turístico, ou similar, que incluía uma entrada, como uma bruschetta, um prato de massa (que para eles é como uma entrada, pois raros são os italianos que apenas pedem massa), uma bebida ou uma sobremesa. Cada menu desses gastávamos de €9 a €14. Quando pedíamos o menu mais completo, com carne, ficava em torno de €18, tendo ainda de adicionar o serviço. Nas demais refeições, optávamos pela pizza (algumas boas, outras nem tanto). Fomos em uma pizzaria em Florença, considerada muito boa. Gastamos o que não queríamos (€ 25 para os dois) por uma pizza muito pior do que outras bem mais baratas (€13 para os dois) que havíamos comido. Minha dica: não pague caro por pizza!
Muitas vezes não almoçávamos pois conseguimos alguns lugares com bons cafés da manhã, então já viu… Forrava o estômago e sentia fome lá pelas 16-17h da tarde… Afinal, é tanta coisa acontecendo que você esquece de comer! Sem contar quando almoçávamos gelato, o sorvete italiano. Em geral, dois sabores custam de €2 ou €3, e é bom demais. Sempre pedia pistache com algum outro sabor, e assim fui experimentando sorvetes de pistache ao redor do país. Na minha opinião, é o sabor mais difícil, pois aqui no Brasil é quase sempre utilizada apenas a essência, o que fica uma bela bosta! >.<  Além disso, comprávamos queijos e vinhos, salames e pães e fazíamos a festa no quarto do hotel! Foram várias noites felizes assim. Sai muito barato se comparar a jantar em um restaurante. E confesso que na maioria das vezes estávamos tão cansados que não queríamos ter de ainda ir a um restaurante! De sobremesa, fazia as vezes o um quilo de Nutella que compramos por €5.

Mas enfim qual foi o roteiro? Clique na imagem ou aqui para ver o roteiro completo!

Roteiro

Existe uma diferença entre o roteiro original e o praticado, então deixei o roteiro praticado, mesmo. O original sempre terá mais coisas para fazer do que você realmente tem “perna” para fazer! Haha. Dá uma conferida em algumas das fotos da viagem que postei no meu Instagram (@raquelkriedt)…

Fomos em apenas três museus, acredito eu, e foi o suficiente. Chega um momento que você não aguenta mais ver tanta obra, tanta igreja, tanta coisa… O que eu mais gosto de fazer em viagens é sentar em um café e observar a cidade. Mas com o Euro custando R$3,50, não havia carteira a fim de pagar para ficar sentada! Principalmente porque lá é assim: você paga para ficar sentada! Acho justo, na verdade… Principalmente em lugares super famosos. Não dá para esperar que um café em frente ao Coliseu custe o mesmo do que na rua de trás.

Em relação às cidades, eu esperava muito mais de Roma do que “senti” na cidade. Não consigo explicar melhor do que isso! Haha. Roma, assim como Veneza, foi o lugar que mais pagamos metrô, pois não ficamos próximos das atrações. No entanto, pudemos ir a pé ao Coliseu. Em Roma compramos o ROMA PASS, que incluía três dias de transporte público e duas entradas em atrações pagas. Usamos nossas duas entradas para o Coliseu e para o Castelo de Sant’Angelo. Digo que valeu muito a pena, pois para quem tinha Roma Pass, as filas eram muito menores. Custou €36 por pessoa e, ao fazermos as contas, vimos que valeu a pena mesmo. Uma das coisas chatas de Roma, que se repetiu em Florença, Pisa e um pouco em Veneza, são os imigrantes camelôs. Gente, o que tem de bolsa, óculos e pau de selfie na jogada é um absurdo. Mas os mais chatos mesmo, eram os que vendiam o pau de selfie. Se parar para perguntar o preço, eles tentam vender até a mãe. Muito chato. MESMO. E eles são agressivos, não entendem não. Eu nunca dei atenção, mas eles vem mesmo assim. Cheguei a ser rude em Pisa, mas eles nem ligam. É pior do que no Brasil, com certeza.

Nós amamos a Toscana. A Toscana é como a Serra Gaúcha, a parte italiana, só que original! 😉 É lindo demais! É tranquilo, é medieval, é histórico, é bucólico, é tudo de bom. Leandro diz que o lugar perfeito de morar. E deve ser! Ficamos um hotel retirado da cidade,em que o dono da propriedade mora lá, tem suas próprias ovelhas, oliveiras, parreiras… Mmmm. Sem contar que a Toscana é o lugar do queijo pecorino e eu AMO queijo pecorino. Ah, e lá também é o paraíso das trufas, não de chocolate, mas o fungo. Gente, eu nunca imaginei que aquilo seria tão bom! Queijo pecorino com trufas é minha nova versão do paraíso. Jamais vou comer novamente, o que me deixa bem #chateada.
Foi muito legal ir a Siena, San Gimignano e Monteriggioni. São lugares parados no tempo! Siena ainda tem um toque renascentista, mas San Gimignano foi quase abandonada na Idade Média devido à peste. Não tem nada de moderno lá! Haha. É patrimônio da Unesco, se não me engano, então é super conservado. Mas o estacionamento é uma facada.

Florença foi um momento complicado, porque estávamos muito apaixonados pelo interior da Toscana e não conseguíamos deixar pra lá o fato de ter de sair de lá. Mas Florença é uma cidade muito legal, ao menos a parte de dentro da Muralha, onde ficam os pontos turísticos que visitamos. Florença é um marco da Renascença, com grandes obras. Eu sentei em alguns pontos da cidade e ficava tentando imaginar quem pode ter passado por ali e como era a vida em pleno Renascimento. Florença tem milhares de antiquários. A cidade respira arte. No entanto, Florença é caro. Junto com Veneza, são as cidades mais caras em que estivemos nessa viagem.

Pisa é legal de visitar, mas é bom saber que não tem nada lá além daquilo que já sabemos! Haha. Pisa é pequeno e vive dos turistas que vão tirar aquelas fotos divertidas com a Torre! Existe um perfil no instagram que reúne as diversas fotos. Muito legal!

Da toscana fomos, então, para a Liguria, conhecer o “parque” das Cinque Terre. São cinco “vilarejos” tombados pelo patrimônio. Visitamos três dos cinco e é realmente bonito demais. Graças aos céus, pegamos tempo bom! Praia com chuva ninguém merece! É legal porque você paga €12 para poder andar livremente de trem entre os vilarejos e as cidades adjacentes. No caso, nós ficamos em La Spezia e pegamos o trem para Cinque Terre. Eu não conhecia uma praia da Europa e achei interessante o fato de a maioria não ter areia e sim pedrinhas. Eu trouxe algumas de recordação, embora não possa! >.<

Nosso plano original era sair de Spezia e ir até Munique, visitar meu amigo. Como estávamos em época de inverno e a Alemanha, Suíça e Áustria obrigam o uso de pneus de inverno, não pudemos atravessar só com nossas correntes de neve – compramos e nunca usamos! Assim, resolvemos conhecer Turim, pois entrar de carro em Milão não me pareceu uma boa idéia… Gostamos de Turim. A cidade mais “real” da Itália, no Piemonte, tem os palácios da família Savoya. É uma cidade sem muitos turistas estrangeiros, mais italianos mesmo. A cidade é bastante grande, pólo industrial de carros e outras coisas, e a parte histórica é um amor. Não sei, me identifiquei!

De Turim fomos para Merano, uma cidade no interior do chamado Sul do Tirol (Alto Adige), em que se fala alemão tanto quanto italiano, só que alemão como língua preferencial. Ficamos numa pousada muito fofa também e a cidade me lembrou muito Füssen, no sul da Alemanha. Uma fofura! Infelizmente, algumas atrações da pequena cidade estavam fechadas, o que me deixou #chateada, pois eu queria ver o Palácio com os jardins que (dizem) ter sido da imperatriz Sissi, da Áustria. Mas valeu o passeio! O triste mesmo foi a tentativa de esquiar. Subimos de carro a 2.000 metros de altitude, pegamos neve, morri de frio, chegamos na estação que só tinham alemães, austríacos, húngaros e até croatas, na esperança de alugar TUDO o que precisaríamos para esquiar. Mas não aconteceu. Eles até alugavam aparelhos, mas não as roupas e, bem, nós não tínhamos as roupas. Não que eu já não tenha esquiado de jeans nessa vida, mas o Leandro queria a roupa certa porque estava congelando… Então ficamos lá aproveitando a neve, e os flocos lindos que caíam, bem desenhados!

De Merano formos para Mestre, a cidade “continente” de Veneza. Vale muito a pena ficar lá, pois os preços são melhores que em Veneza. O que não é muito barato é o transporte, mas valeu a pena o PASS de €32 que compramos dando direito a 48h de transporte público de Mestre e Veneza, incluindo os barcos, vaporetti. Comida em Veneza é bem carinha, também. É, afinal, uma cidade turística!
Eu não dava nada por Veneza, mas amei e chorei na hora de vir embora! Não entramos em nada que precisava pagar, apenas andamos pela cidade, de barco e a pé. Não andamos de gôndola porque achamos não valer a pena o preço (cerca de €90) do passeio e a experiência em si. Sempre tive em mente que seria algo super romântico e intimista, mas a verdade é que as gôndolas tem um caminho em comum, então vão uma atrás da outra, como um trem, com os gondoleiros conversando entre si sobre o jogo de ontem, por exemplo. Achei nada romântico! Mas foi legal ver as pessoas se equilibrando na gôndola! Haha.
Veneza estava lotada de turmas de escolas da Europa, alguns brasileiros e muitos asiáticos! Todos se apertando entre as vias e os canais! Pegamos fila para entrar da Basílica e eu recomendo muito! Fiquei encantada com a Igreja. Parece que uma criança colocou todos os bloquinhos nos lugares! Ela é toda torta, do piso às paredes! Hahaha. Certamente única! E quem gosta da Torre de Pisa saiba que Veneza tem muito mais torres tortas! É bem legal de se ver!

De maneira geral, a viagem foi essa! A estadia foi toda reservada pelo booking.com e aqui vai um aviso: em mais de um lugar eu precisei ligar para o dono do local para combinar o check-in. Na Itália, muitos hotéis são residências transformadas, ou seja, o dono tem quartos, mas não fica lá, pois tem outra atividade principal. Assim aconteceu em Florença, La Spezia, Turim e Mestre. No entanto, apenas em La Spezia eu havia sido avisada que precisaria ligar com antecedência para marcar o check-in. Nas outras dei sorte de ter comprado um chip italiano com 300 minutos para falar dentro da Itália e 50 minutos em ligações para o Brasil, mais 5GB de internet. Tudo por €15! Que maravilha, hein? E a gente aqui pagando fortuna nos 500MB e uns míseros minutos! Então, quando estiver procurando estadia, olhe as fotos do hotel para saber se tem recepção!
Outra coisa que nos chamou atenção foi o fato de muitos dos quartos terem alguma janela sem cobertura, ou seja, que permitia a entrada direta de luz. Nem preciso dizer o quão chato foi, né? Após um dia exaustivo, dormir com luz na cara é uma tortura!

E quanto à mala? Vocês podem ter uma idéia do que levei na mala para esses 17 dias de inverno/primavera clicando aqui! Usei quase tudo mesmo!

De compras, eu falei um pouco nesse vídeo. Mas a Itália não é lugar para compras se você não tem dinheiro sobrando, não! Diferente da Alemanha, não comprei nada de roupas, não encontrei nenhuma loja barata e muito menos farmácias com bons cosméticos baratinhos! Não deixe para comprar o que precisa lá porque não é barato, não! Tive dificuldade até de comprar souvenirs, mas me arrependi de não ter gastado um pouco mais para trazer mais lembranças. É verdade que não tinha mais espaço para nada. Os 12 litros de vinho Chianti que o Leandro trouxe não deu margem nem para um quilo de Nutella. Uma tristeza…

Ao voltarmos ainda fomos passar uns dias em Florianópolis para descansar. Sim. DES-CAN-SAR. Viagens internacionais são cansativas demais! Principalmente porque queremos ver o máximo possível, afinal, estamos lá e não sabemos quando iremos voltar! Haha.

É tão engraçado como a gente faz coisas que já sabe que não deveria, né? Há três anos uma colega minha estava para casar e queria fazer a lua-de-mel na Itália e eu disse: “Capaz, guria! Tu vai andar o dia todo, vai estar cansada e não vai aproveitar nada do teu marido na lua-de-mel! Vai para um lugar bem bonito e bem tranquilo!”. Eu indiquei para ela o arquipélogo de Los Roques, na Venezuela, onde uma amiga havia ido e gostado muito. Minha colega acatou minha dica e disse que valeu muito a pena! No entanto, eu ignorei minha própria dica e comprovei que viagens corridas são complicadas na lua-de-mel! Haha.

Mas enfim! Voltei e logo tentei me organizar! Para isso, acabei fazendo calendários para o ano todo, assim como organizadores semanais! Compartilho com vocês os arquivos também! #FreePrintables Haha

Calendário 2015 | NND

Organizador Semanal | NND

Aproveitem!

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